A Interpol ofereceu apoio nas buscas pelos irmãos Ágatha Isabelly, de 6 anos, e Allan Michael, de 4, desaparecidos há oito meses em Bacabal, no Maranhão. Segundo a advogada da família, a organização internacional disponibilizou ferramentas que podem auxiliar na localização das crianças em outros países.

Clarice Cardoso, mãe dos irmãos, deve se reunir nesta quarta-feira (9/9) com representantes do Núcleo de Cooperação Internacional da Polícia Federal, em São Luís. O encontro servirá para detalhar como os recursos da Interpol serão aplicados na investigação.

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O apoio, no entanto, não significa que as crianças foram encontradas. Também não há indícios de que Ágatha e Allan estejam entre as 163 crianças resgatadas recentemente em uma operação nos Estados Unidos.

Os irmãos desapareceram em 4 de janeiro de 2026, na comunidade quilombola São Sebastião dos Pretos, zona rural de Bacabal.

Atuação da Polícia Federal

A advogada Nathaly Moraes, que representa a família, já havia solicitado a transferência da investigação da Polícia Civil para a Polícia Federal. O pedido se baseava na suspeita de tráfico humano, mas foi inicialmente arquivado por falta de indícios suficientes.

Segundo Moraes, o contato do Núcleo de Cooperação Internacional representa uma mudança no apoio recebido. "Até então, durante todo esse período, nós não tínhamos esse apoio", afirmou ao G1. As ferramentas podem ajudar na busca em 197 países e em um eventual processo de repatriação.

Buscas continuam

O desaparecimento dos irmãos completou oito meses sem pistas concretas sobre seu paradeiro. A mãe, Clarice Cardoso, mantém a esperança de encontrá-los. "Eu nunca vou perder minha esperança de encontrar os meus filhos vivos. Eu sonho e tenho fé que esse dia vai chegar", disse ao portal.

A Secretaria de Estado da Segurança Pública do Maranhão (SSP-MA) informou que os trabalhos de busca continuam sob segredo de Justiça. O órgão alertou que informações falsas divulgadas em redes sociais podem prejudicar a investigação e aumentar o sofrimento da família.

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Informações que possam ajudar a localizar as crianças podem ser repassadas de forma anônima pelos telefones 190 (Polícia Militar) ou 181 (Disque-Denúncia).

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