O músico Diego Sanches, de 42 anos, morreu em um acidente de trânsito na madrugada de quinta-feira (3/9), no Bairro Tristeza, na zona sul de Porto Alegre (RS). Conhecido como Branco, o pandeirista estava a caminho de um show quando o carro em que viajava foi atingido.

Sanches era integrante do grupo de pagode D'Kara Nova desde 2017. A colisão ocorreu no cruzamento da Avenida Wenceslau Escobar com a Rua Doutor Barcelos. Ele era passageiro de um Peugeot 208, que sofreu um impacto na lateral ao entrar na avenida. O músico recebeu socorro médico, mas morreu na ambulância.

O nome do músico é um dos termos mais buscados do Google Brasil. Nas últimas 24 horas, o aumento nas pesquisas foi de mais de 1.000%.

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Com uma trajetória artística iniciada na adolescência, Branco se apresentava em bares e eventos de Porto Alegre. Ele também integrou os grupos Nova Versão, Nossa Casa, Samba & Amizade e Pagode do Zico.

Investigação sobre a colisão

O motorista do veículo em que o músico estava se recusou a fazer o teste do bafômetro. Segundo a Polícia Civil, ele e o condutor do outro carro ficaram feridos e foram levados ao hospital. O motorista do segundo automóvel testou negativo para o consumo de álcool.

Uma câmera de segurança registrou o momento do acidente. A Delegacia de Delitos de Trânsito analisa as imagens e aguarda o resultado da perícia para esclarecer a dinâmica da batida. "O carro onde estava o músico entrou na avenida Wenceslau Escobar e o outro carro bateu na lateral", descreveu o delegado Carlo Butarelli.

'Vai ter pagode no céu'

Amigos e colegas de profissão prestaram homenagens a Diego Sanches, lembrando seu sorriso constante e dedicação à música. "Vai ter pagode no céu. Era um dos caras mais sensacionais que eu já conheci", disse Lucas Santos, o Bode, seu companheiro de banda.

Lucas descreveu o amigo como um "irmão" e o "coração da banda". Segundo ele, a música era o sonho de Branco. "Ele dizia para a gente que queria viver da música. Então nós não vamos desistir desse sonho por ele", declarou.

Denis Cabral, do grupo Sambatche, refletiu sobre os desafios da profissão. Ele destacou que a rotina de um músico envolve deslocamentos e uma agenda cansativa. "As pessoas acham que a vida de músico é só alegria, mas a gente trabalha durante a semana, trabalha sexta, sábado, domingo. A gente também tem família, tem filhos", afirmou, pedindo valorização aos artistas.

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