Injeção de vitaminas em salão: caso no DF expõe riscos de estética sem alvará
Investigação aponta perigos fatais de substâncias injetáveis aplicadas fora de clínicas; veja como verificar a regularidade antes de procedimentos
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A morte de uma professora no Distrito Federal após receber uma injeção de vitaminas em um salão de beleza acende um alerta nacional sobre os perigos de procedimentos estéticos invasivos. O caso, investigado pela polícia, expõe os riscos fatais de substâncias injetáveis aplicadas em locais sem alvará sanitário e por profissionais não habilitados.
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O episódio serve como um aviso para a importância de verificar a legalidade de clínicas e salões antes de se submeter a qualquer tratamento que envolva agulhas ou substâncias aplicadas diretamente no corpo.
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O que aconteceu com a professora no Distrito Federal?
A professora Lidiane Gomes foi a um salão para fazer cabelo e unhas, onde lhe foi oferecido um procedimento para queda capilar. Após receber a aplicação de um complexo vitamínico no glúteo, ela passou mal e foi levada a uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA). Na unidade de saúde, Lidiane sofreu sete paradas cardíacas e, apesar dos esforços da equipe médica, não resistiu. A investigação revelou que o estabelecimento não possuía qualquer licença sanitária e estava registrado como imóvel residencial, sem autorização para funcionamento comercial. A Polícia Civil investiga o caso como exercício ilegal da medicina e homicídio culposo, quando não há intenção de matar. A profissional que realizou a aplicação afirmou à família ser biomédica e se apresentou à delegacia acompanhada de advogado, optando por permanecer em silêncio.
Quais os riscos de injeções em salões de beleza?
A aplicação de substâncias injetáveis por pessoas sem qualificação técnica e em ambientes inadequados pode causar desde reações alérgicas graves e infecções até necrose de tecidos e embolia. A falta de conhecimento anatômico e de higiene eleva drasticamente o risco de complicações fatais.
Os principais perigos incluem:
Reações alérgicas: Podem evoluir para um choque anafilático, uma emergência médica que pode levar à morte em minutos.
Infecções: O uso de materiais não esterilizados ou a contaminação do ambiente podem causar infecções bacterianas graves na pele ou na corrente sanguínea.
Necrose tecidual: A aplicação incorreta da substância pode interromper o fluxo de sangue para a área, causando a morte do tecido.
Lesões em nervos e vasos: Um profissional sem o conhecimento necessário pode atingir nervos ou vasos sanguíneos, causando dor crônica, paralisia ou embolia.
Produtos clandestinos: Muitos locais irregulares utilizam substâncias sem registro na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), de origem desconhecida e com potencial tóxico.
Como saber se um estabelecimento tem alvará sanitário?
O alvará sanitário é o documento emitido pela vigilância sanitária local que comprova que o estabelecimento segue as normas de higiene e segurança. Ele deve estar afixado em local visível ao público e dentro do prazo de validade para garantir a segurança dos clientes.
Para verificar a regularidade de um local, siga alguns passos simples:
Procure o alvará: O documento deve estar exposto em um local de fácil visualização para os clientes, como na recepção.
Verifique a validade: Confira se a data do documento está atualizada, pois a licença precisa ser renovada periodicamente.
Consulte online: Muitas prefeituras e secretarias de saúde oferecem sistemas de consulta na internet para checar a regularidade dos estabelecimentos.
Desconfie de preços baixos: Valores muito abaixo da média do mercado podem indicar o uso de produtos de baixa qualidade ou operação irregular.
Quem pode aplicar substâncias injetáveis?
Procedimentos estéticos invasivos, que envolvem a perfuração da pele com agulhas, são restritos a profissionais da saúde com formação e autorização de seus respectivos conselhos de classe. Médicos, especialmente dermatologistas e cirurgiões plásticos, são os mais indicados.
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Outros profissionais, como biomédicos estetas e farmacêuticos estetas, também podem realizar alguns tipos de aplicações, desde que sigam as resoluções de seus conselhos. Cabeleireiros e esteticistas sem formação específica na área da saúde não têm permissão legal para administrar qualquer tipo de substância injetável.