O Conselho de Ética da Câmara dos Deputados aprovou nesta terça-feira (11/8), por 10 votos a cinco, a continuidade de um processo contra a deputada federal Erika Hilton (PSOL-SP). A ação por suposta quebra de decoro parlamentar foi protocolada pelo Partido Missão, uma legenda recém-criada e de orientação evangélica que busca ganhar espaço no cenário político nacional.
A representação já contou com uma primeira defesa antes da votação de admissibilidade: a deputada Professora Luciene Cavalcante (PSOL-SP) apresentou ao Conselho, em nome de Erika Hilton, um pedido de arquivamento do processo, argumentando que não houve quebra de decoro. Erika não compareceu pessoalmente à sessão.
Com a aprovação da continuidade por 10 votos a 5, o processo agora segue para a fase de instrução, com novas oportunidades de manifestação ao longo da tramitação, embora dificilmente deva ser concluído antes do calendário eleitoral.
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Quem é o Partido Missão?
O Partido Missão é uma sigla de direita fundada pelo Movimento Brasil Livre (MBL), com registro definitivo homologado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) em 4 de novembro de 2025, tornando-se a 30ª legenda apta a disputar eleições no país, com o número 14 nas urnas.
Por que Erika Hilton é alvo da representação?
A acusação se baseia em uma publicação feita por Erika Hilton na rede social X em março de 2026, logo após assumir a presidência da Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher. Sendo a primeira mulher trans a comandar o colegiado, sua eleição foi alvo de intensas críticas por parte da oposição.
Em resposta aos ataques, a deputada escreveu: "E eu não estou nem um pouco preocupada se o esgoto da sociedade não gostou. A opinião de transfóbicos e imbeCIS é a última coisa que me importa". O Partido Missão alega que o uso da expressão "imbeCIS", com as letras "cis" em maiúsculo, representa um ataque às mulheres cisgênero e, portanto, uma quebra de decoro.
Qual o histórico de atuação do partido?
Apesar de sua recente fundação, esta não é a primeira vez que o Partido Missão aciona o Conselho de Ética contra parlamentares do campo da esquerda. A sigla já protocolou outras representações por quebra de decoro, consolidando uma estratégia de atuação combativa no Congresso para se opor a parlamentares que, em sua visão, desrespeitam a liturgia do cargo.
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Uma ferramenta de IA foi usada para auxiliar na produção desta reportagem, sob supervisão editorial humana.
