Gêmeas siamesas unidas pela cabeça morrem durante cirurgia de separação
Heloísa e Helena, de 2 anos, não resistiram à última etapa da separação; procedimento de 15 horas envolveu mais de 50 profissionais no HC-SP
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As gêmeas Heloísa e Helena, de 2 anos e 7 meses, morreram durante a cirurgia final para sua separação no Hospital das Clínicas de Ribeirão Preto (SP). Nascidas unidas pela cabeça, elas passavam pela quinta e última etapa do procedimento, que durou 15 horas e envolveu mais de 50 profissionais.
A morte das irmãs foi confirmada pelo centro médico em nota. O hospital informou que, apesar de todos os esforços da equipe, as crianças morreram na noite de sábado (15/8).
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Um ano de cirurgias
A jornada para a separação começou em agosto de 2025. A equipe médica optou por dividir o complexo procedimento em etapas para reduzir os riscos e preparar as estruturas que as crianças compartilhavam.
Três cirurgias foram realizadas com sucesso, alcançando cerca de 75% da separação do cérebro e dos vasos sanguíneos. Uma quarta etapa preparatória foi dedicada à expansão da pele para o fechamento dos crânios após a divisão final.
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Para isso, os médicos instalaram bolsas expansoras que foram preenchidas gradualmente com soro fisiológico. O planejamento do caso levou mais de um ano e contou com tomografias, projeções de realidade virtual e impressão de modelos 3D.
Reações e despedida
Allison Roberto da Silva, enfermeiro gestor que participou da operação, lamentou o desfecho em uma rede social. "Tudo, absolutamente tudo o que a ciência conhece foi feito", afirmou. Ele também homenageou as meninas, dizendo que foram "guerreiras até o final".
A mãe das crianças, Claudilene Aparecida dos Santos, publicou uma despedida: "Filhas, minhas eternas saudades. Mamãe ama vocês duas daí do céu".
Este foi o terceiro caso de gêmeas craniópagas operado pelo hospital, mas o primeiro com morte das pacientes. As duas separações anteriores, de outras irmãs, foram bem-sucedidas. Os corpos de Heloísa e Helena foram sepultados em São José dos Campos (SP), onde a família reside. A causa das mortes ainda não foi divulgada pelo hospital.
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Uma ferramenta de IA foi usada para auxiliar na produção desta reportagem, sob supervisão editorial humana.