O que acontece com um ex-presidente? Conheça os direitos e deveres
Eles têm direito a seguranças, assessores e carro oficial pagos pela União; entenda o que a lei garante aos ex-mandatários da República no Brasil
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A vida após o Palácio do Planalto continua a ser de grande interesse público, especialmente com a constante presença de ex-mandatários no debate político. A lei brasileira assegura uma série de direitos e benefícios vitalícios aos ex-presidentes da República, custeados integralmente pela União, como forma de garantir sua segurança e apoio logístico depois de deixarem o cargo mais alto do país.
O que a lei garante a um ex-presidente?
A Lei nº 7.474, de 1986, estabelece as prerrogativas dos ex-chefes de Estado. A legislação foi criada durante o período de redemocratização e tem como objetivo oferecer o suporte necessário para que ex-presidentes possam continuar a contribuir com a vida pública, além de proteger a figura institucional que representaram.
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Promulgada pelo senador José Fragelli, então presidente do Senado Federal no exercício da Presidência da República, a norma foi regulamentada pelo Decreto nº 6.381, de 2008, que detalha os serviços aos quais os ex-mandatários têm direito. Os benefícios são custeados com recursos do Tesouro Nacional e administrados pela Casa Civil da Presidência da República, garantindo que a estrutura esteja sempre disponível, independentemente de quem seja o beneficiário.
Quais são os direitos de um ex-presidente?
Ao encerrar o mandato, o ex-presidente passa a ter direito a uma estrutura permanente de apoio e segurança. Essa medida visa proteger não apenas a integridade física do cidadão, mas também a memória e a dignidade do cargo que ocupou. Os benefícios incluem:
Dois assessores para assessoramento;
Quatro servidores para atividades de segurança e apoio pessoal;
Dois veículos oficiais com seus respectivos motoristas.
Ao todo, cada ex-presidente tem direito a uma equipe de oito servidores (dois assessores, quatro para segurança e apoio, e dois motoristas), além dos dois veículos. Todas as despesas com salários, diárias, combustível e manutenção da estrutura são pagas pelo erário público.
É importante notar que a lei não prevê um salário ou aposentadoria especial para ex-presidentes, apenas esses serviços de suporte. Eles podem, contudo, receber aposentadoria pelo Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), caso tenham contribuído ao longo da vida.
Ex-presidentes podem perder os benefícios?
A lei não prevê expressamente hipóteses de perda automática dos benefícios em caso de condenação criminal comum ou perda de direitos políticos. O tema, porém, entrou em disputa judicial em dezembro de 2025, quando um juiz federal de Minas Gerais suspendeu os benefícios de Jair Bolsonaro sob o argumento de que a estrutura de segurança prevista na Lei 7.474/1986 se destina a ex-presidentes em liberdade, e que, estando ele preso após condenação por tentativa de golpe de Estado, a segurança já é de responsabilidade do sistema prisional.
A decisão, no entanto, foi revertida poucos dias depois pelo Tribunal Regional Federal da 6ª Região, que restabeleceu os benefícios até o julgamento definitivo do mérito pelo colegiado. Ou seja, a questão segue em aberto na Justiça, sem uma regra clara e consolidada sobre quando exatamente um ex-presidente perde esse direito.
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Uma ferramenta de IA foi usada para auxiliar na produção desta reportagem, sob supervisão editorial humana.