Violência contra idosos: os crimes mais comuns e como se proteger
Além de casos extremos, golpes financeiros e negligência são ameaças constantes; veja dicas para garantir a segurança da terceira idade
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A prisão, no início de julho, de uma mulher suspeita de assassinar um casal de idosos em Belo Horizonte expôs uma realidade alarmante que vai muito além de casos extremos. A violência contra a terceira idade assume diversas formas, muitas delas silenciosas, como golpes financeiros, abuso psicológico e negligência, ocorrendo frequentemente dentro de casa e praticada por pessoas próximas.
O episódio na capital mineira, onde a suspeita trabalhava como diarista para o casal há cerca de três meses, serve como um alerta para a vulnerabilidade dessa população e a necessidade de atenção redobrada por parte de familiares e da sociedade. Entender os tipos de crimes e saber como agir é fundamental para garantir a segurança e o bem-estar de quem já contribuiu tanto.
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Quais são os tipos mais comuns de violência contra idosos?
A violência contra a pessoa idosa engloba qualquer ação ou omissão que prejudique sua integridade física ou emocional. As formas mais recorrentes incluem a exploração financeira, o abuso psicológico com humilhações e ameaças, a negligência de cuidados básicos e a agressão física.
Para facilitar a identificação, os principais tipos de abuso podem ser categorizados da seguinte forma:
Abuso financeiro: apropriação indevida de bens, dinheiro, cartões ou benefícios, além da aplicação de golpes e extorsão.
Negligência: falha em prover cuidados essenciais, como alimentação adequada, higiene, medicamentos e assistência médica.
Violência psicológica: agressões verbais, humilhação, isolamento social, ameaças ou qualquer conduta que cause sofrimento emocional.
Abuso físico: uso da força para ferir, causar dor ou incapacidade, incluindo empurrões, beliscões e outras formas de agressão.
Como proteger a terceira idade de golpes e abusos?
A prevenção é a ferramenta mais eficaz para combater a violência contra idosos. Medidas simples, adotadas por familiares e amigos, podem criar um ambiente seguro e reduzir significativamente os riscos de exploração e maus-tratos. A comunicação e a atenção são os pilares dessa proteção.
Veja algumas dicas práticas para aumentar a segurança:
Mantenha um diálogo constante: converse abertamente sobre finanças, rotina e sobre as pessoas com quem o idoso interage.
Atenção às movimentações financeiras: acompanhe de perto extratos bancários e faturas de cartão de crédito para identificar transações suspeitas ou não autorizadas.
Desconfie de ofertas e promessas: oriente sobre golpes comuns, como falsos prêmios, bilhetes premiados ou pedidos de ajuda financeira por telefone e internet.
Monitore cuidadores e visitantes: se houver profissionais contratados, verifique referências e observe a interação deles com o idoso.
Onde denunciar suspeitas de violência contra idosos?
Ao identificar qualquer sinal de abuso, é crucial agir rapidamente. O principal canal para denúncias é o Disque 100, um serviço do governo federal que funciona 24 horas por dia, todos os dias. A denúncia é anônima e pode ser feita por qualquer pessoa que suspeite de uma violação.
Além do Disque 100, é possível acionar a Polícia Militar, pelo número 190, em casos de emergência ou flagrante. As Delegacias Especializadas de Atendimento à Pessoa Idosa também são canais importantes para formalizar a ocorrência e iniciar uma investigação. O silêncio contribui para a continuidade do ciclo de violência.
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Uma ferramenta de IA foi usada para auxiliar na produção desta reportagem, sob supervisão editorial humana.