Os corpos de mãe e filho, Emanuele Farias, de 40 anos, e Francisco, de 9, serão sepultados nesta quarta-feira (1º/4) no Rio de Janeiro. Os dois morreram atropelados por um ônibus quando estavam em uma bicicleta elétrica na Rua Conde de Bonfim, na Tijuca, na última segunda-feira.

O incidente, que tirou as duas vidas, está sob investigação da Polícia Civil, que busca determinar as causas. Familiares e amigos se reúnem para as despedidas nesta quarta-feira (01/4).

Gravações de segurança divulgadas ontem mostram o ônibus se aproximando da bicicleta ocupada por Emanuele e Francisco. À polícia, o motorista do coletivo relatou que um automóvel particular teria fechado a bicicleta, resultando na queda da mãe e do filho no asfalto.

Foto: Reprodução

A empresária Vanessa Duarte, que trabalha na Tijuca, comentou que é necessário adotar medidas de segurança específicas para se locomover na região utilizando sua moto elétrica.

"Eu adaptei a minha moto. Coloquei como se fosse uma lanterna atrás que fica piscando direto para que os caras me vejam. Eu ando o máximo na calçada que eu consigo. Tem vezes que não tem como passar pela calçada, porque é estreita e tem os pedais também passando. Mas eu ando com o farol, eu tenho pisca-alerta, ando de capacete, mas mesmo assim a gente fica muito vulnerável", conta.

 

Prefeito do Rio promete endurecer regras para bicicletas elétricas

O acidente levou o prefeito Eduardo Cavaliere a anunciar ontem que a prefeitura vai editar um novo decreto com regras mais rígidas para a circulação de bicicletas elétricas na cidade.

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O episódio reacendeu o debate sobre a ausência de regulamentação para bicicletas elétricas no Rio e a falta de ciclovias em vias de grande movimento. Dados oficiais mostram que os acidentes envolvendo veículos elétricos cresceram mais de 700% no município em apenas dois anos.

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