JUSTIÇA

Mentor de chacina no DF é condenado a 397 anos de cadeia

Apontado como mentor da chacina, réu foi condenado a 397 anos de prisão por liderar plano que resultou na morte de 10 pessoas da mesma família

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Três anos, três meses e 20 dias após a chacina que dizimou 10 pessoas de uma mesma família no Distrito Federal, Gideon Batista, 58 anos, foi condenado a 397 anos de prisão. A extensa sentença foi lida em plenário, no Fórum de Planaltina, na noite deste sábado (18/4), após cinco dias de julgamento. 

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Apontado como o mentor do plano de extermínio familiar, Gideon responderá, em regime inicial fechado, pelas mortes de Marcos Antônio Lopes de Oliveira (patriarca); a esposa de Marcos, Renata Juliene Belchior; a filha de Marcos e Renata, Gabriela Belchior de Oliveira; o filho deles, Thiago Gabriel Belchior de Oliveira; a esposa de Thiago, Elizamar da Silva; os filhos de Thiago e Elizamar, Rafael, Rafaela e Gabriel; a ex-companheira de Marcos Cláudia da Rocha Marques; e a filha de Marcos e Cláudia, Ana Beatriz Marques de Oliveira. 

A condenação inclui penas por cárcere privado, extorsão mediante sequestro, corrupção de menores e ocultação de cadáver.

O crime

A maior chacina da história do Distrito Federal ocorreu entre dezembro de 2022 e janeiro de 2023, resultando na morte de 10 pessoas de uma mesma família. O crime foi motivado por uma disputa por patrimônio e a posse de uma chácara em Itapoã, avaliada em cerca de R$ 2 milhões.

As investigações apontaram que os crimes foram planejados e executados de forma coordenada ao longo de três semanas. 

Em 27 de dezembro de 2022, Gideon, Horácio e Carloman, acompanhados de um adolescente, foram à residência de Marcos — onde também estavam a esposa, Renata Juliene Belchior, e a filha do casal, Gabriela Belchior de Oliveira. Marcos e as duas mulheres foram rendidos e os criminosos levaram R$ 49,5 mil.

As três vítimas foram levadas para um cativeiro preparado na região do Vale do Sol, em Planaltina. No local, Marcos foi assassinado por Gideon e Horácio. Com a ajuda de Carloman e do adolescente, o corpo foi enterrado no quintal do terreno. As mulheres permaneceram vivas no cativeiro.

Na manhã do dia seguinte, Fabrício ingressou na empreitada e assumiu a vigilância do cativeiro. O adolescente, por motivo desconhecido, fugiu do local. Renata e Gabriela foram ameaçadas para que fornecessem as senhas dos celulares e das contas bancárias delas. Com isso, o grupo começou a se passar pelas vítimas e puderam monitorar os passos de Cláudia da Rocha Marques e Ana Beatriz Marques de Oliveira. O objetivo era atraí-las para uma emboscada e subtrair R$ 200 mil referentes à venda de um lote.

Entre 2 e 4 de janeiro, Gideon, Horácio e Carloman foram à casa das duas. Elas foram rendidas, amarradas e levadas para o cativeiro onde já estavam Renata e Gabriela. As duas também foram ameaçadas para fornecer as senhas dos celulares e de contas bancárias.

O acesso aos telefones das duas mulheres levou o trio a acreditar que Thiago Gabriel Belchior poderia atrapalhar os planos. Por esse motivo, decidiram matá-lo. Em 12 de janeiro, utilizando os celulares das vítimas em cárcere, ele foi atraído à Chácara Quilombo. No local, Thiago foi rendido por Carloman e Carlos Henrique, enquanto Horácio fingia também ser vítima da abordagem. O homem foi levado ao cativeiro onde estavam as quatro mulheres.

Como havia feito antes, o grupo ameaçou Thiago para obter a senha do celular dele. Com acesso ao aparelho, entraram em contato com Elizamar com a intenção de matá-la. Eles atraíram a mulher junto aos três filhos para a Chácara Quilombo. Quando chegou, ela e as crianças foram rendidas e amarradas. Mãe e filhos foram levados a Cristalina (GO), onde foram estrangulados até a morte. Os corpos foram incinerados dentro do carro de Elizamar.

De volta ao cativeiro, Gideon, Horácio e Carloman mataram as demais vítimas. Em 14 de janeiro, Renata e Gabriela foram levadas até Unaí (MG), onde foram estranguladas até a morte e queimadas. Depois do duplo assassinato, Fabrício aparentemente se desentendeu com Gideon, Horácio e Carloman e abandonou a empreitada.

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No dia seguinte, Gideon determinou que os outros dois matassem Claudia, Ana Beatriz e Thiago. Os três foram executados a facadas e arremessados em uma cisterna próxima ao cativeiro. Fabrício e Horácio voltaram ao cativeiro e atearam fogo nos objetos das vítimas com o objetivo de atrapalhar as investigações.

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