O julgamento do caso Henry Borel foi suspenso na manhã desta segunda-feira (23/3) depois que os advogados de Jairo Souza Santos Júnior, o Jairinho, abandonaram o plenário durante a primeira sessão. O júri foi adiado para 22 de junho. Monique Medeiros, a outra ré no caso, teve a prisão relaxada.
A sessão havia começado às 10h35 com o sorteio dos jurados, seis mulheres e um homem, e a leitura da denúncia pela juíza Elizabeth Machado Louro. Foi nesse momento que a defesa de Jairinho pediu o adiamento do processo, alegando dificuldades no acesso às provas. A magistrada negou o pedido e os advogados deixaram o plenário em seguida.
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Juíza condena banca por abandono processual
Elizabeth Machado Louro classificou a atitude dos defensores como uma afronta à Justiça. "Tenho que a conduta dos advogados, ainda que motivada por inconformismo, molda-se muito mais ao que é um abandono processual", afirmou, declarando o ato "atentatório contra a dignidade da Justiça".
Henry Borel, então com quatro anos de idade, foi levado morto a um hospital no Rio de Janeiro
A juíza determinou que a defesa de Jairinho arque com todos os custos gerados pela sessão desta segunda, entre eles despesas com deslocamento de servidores, hospedagem dos jurados e alimentação dos envolvidos.
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Elizabeth Machado Louro ainda encaminhou o caso à Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), pedindo que a entidade avalie a aplicação de "sanções ético-disciplinares" contra os advogados que abandonaram o plenário.
