Divulgar vídeos íntimos é crime? Saiba o que diz a lei brasileira
A exposição da intimidade alheia pode levar à prisão; entenda as penalidades previstas no Código Penal e saiba como denunciar casos de 'revenge porn'
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A divulgação de vídeos ou fotos íntimas sem o consentimento da pessoa exposta é crime no Brasil. A prática, pode levar à prisão e está claramente tipificada no Código Penal. A legislação busca proteger a privacidade e a dignidade das vítimas, estabelecendo punições severas para quem compartilha esse tipo de material.
A lei brasileira, especificamente no artigo 218-C do Código Penal, pune quem oferece, troca, disponibiliza, transmite, vende, distribui, publica ou divulga conteúdo íntimo sem autorização da vítima. A conduta é classificada como crime no Brasil de exposição da intimidade sexual e a pena prevista é de reclusão de um a cinco anos, caso o ato não constitua um crime mais grave.
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A punição pode ser aumentada em até dois terços se o crime for praticado por alguém que mantém ou manteve uma relação íntima de afeto com a vítima. O mesmo aumento de pena se aplica se o objetivo do agressor for vingança ou humilhação, caracterizando o que ficou conhecido como "revenge porn" ou pornografia de vingança.
O que fazer em caso de exposição
Quem for vítima desse tipo de crime deve agir rapidamente para conter a disseminação do conteúdo e responsabilizar o autor. O primeiro passo é reunir todas as provas possíveis. Isso inclui salvar links, fazer capturas de tela das publicações, das mensagens e de qualquer conversa que comprove a autoria e a divulgação do material.
Com as provas em mãos, a vítima deve procurar uma delegacia de polícia para registrar um boletim de ocorrência. As Delegacias Especializadas de Atendimento à Mulher (DEAMs) são as mais indicadas para acolher esses casos, mas qualquer delegacia tem a obrigação de registrar a queixa.
Além do registro policial, é possível solicitar a remoção do conteúdo diretamente nas plataformas onde foi publicado, como redes sociais e sites. A vítima também pode buscar amparo judicial para obter uma ordem de remoção imediata do material e pleitear indenização por danos morais. É fundamental não se intimidar e buscar ajuda, pois a lei está do lado da vítima.
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Uma ferramenta de IA foi usada para auxiliar na produção desta reportagem, sob supervisão editorial humana.