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RIO DE JANEIRO

HIV em pacientes: biomédica diz que teve registro usado sem permissão

O laboratório PCS Saleme disse que vai investigar internamente o porquê de uma técnica ter usado o registro de outra pessoa

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A biomédica Júlia Moraes de Oliveira Lima afirma que teve o número de registro profissional dela usado sem autorização no exame que atestou negativo para HIV em um dos dois doadores de órgãos que infectou pacientes transplantados no Rio de Janeiro.

Segundo o telejornal RJ2, da TV Globo, o exame feito pelo Laboratório PCS Lab Saleme é assinado pela técnica Jacqueline Iris Bacellar, mas no documento consta o número de registro de Júlia.

"Faz um tempo que meu registro não está ativo porque não estou pagando a anuidade já que não estou atuando como biomédica", disse Júlia ao RJ2.

O laboratório PCS Saleme disse que vai investigar internamente o porquê de Jacqueline ter usado o registro de outra pessoa.

Entenda o caso

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), em conjunto com as Vigilâncias Sanitárias Estadual e Municipal do Rio de Janeiro e o Sistema Nacional de Transplantes, do Ministério da Saúde, coordenam ações para investigar a contaminação de seis pacientes por HIV após eles receberem transplantes. A falha teria sido cometida pelo laboratório PCS Lab Saleme, pois não foi detectado a infecção pelo vírus dos órgãos transplantados.

A ministra Nísia Trindade disse que o Ministério da Saúde tomará todas as providências necessárias diante dos "eventos adversos graves". "Além de toda a solidariedade, será prestada toda a assistência aos pacientes e seus familiares. É compromisso do Ministério da Saúde garantir a segurança e integridade do sistema nacional de transplantes", disse.

Além disso, a pasta informou que as seguintes medidas já foram tomadas: interdição cautelar do Laboratório PCS Saleme/RJ, retestagem de todo o material que havia sido testado por este laboratório, encaminhamento de todos os testes do Rio de Janeiro para Hemorio, utilizando o teste NAT, apoio e assistência especializada aos pacientes e familiares e auditoria urgente pelo Departamento Nacional de Auditoria do Sistema Único de Saúde (SUS).

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O Correio não conseguiu contato com Jacqueline Iris Bacellar, citada nesta matéria. O espaço segue aberto para eventuais manifestações.

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