O ensino superior virou padrão para adultos em idade ativa em diversas nações ricas. No entanto, os países com as maiores fatias de pessoas formadas diferem daqueles que reúnem os maiores contingentes absolutos de profissionais diplomados.
Líderes em proporção de diplomados
O Canadá registra a maior taxa de adultos entre 25 e 64 anos com qualificações de nível superior, alcançando 64%. O grupo de líderes reúne nações com índices expressivos:
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Irlanda: 59%
Japão: 58%
Coreia do Sul: 58%
A posição canadense reflete a força dos cursos superiores de dois anos, diploma máximo de 25% dos adultos. Outros 39% possuem bacharelado ou títulos superiores. A Statistics Canada credita essa liderança ao setor técnico e à chegada de imigrantes qualificados.
Os Estados Unidos aparecem na oitava colocação, com 52%, patamar acima da média da OCDE, calculada em 43%. No recorte exclusivo de bacharelado ou graus superiores, o índice norte-americano chega a 41%, ultrapassando a taxa canadense de 39%.
Maiores volumes absolutos de graduados
A escala demográfica modifica a ordem dos países. A China lidera com 152,4 milhões de pessoas diplomadas, seguida pela Índia, com 119,2 milhões, e pelos Estados Unidos, com 93 milhões.
Apesar dos números absolutos elevados, apenas 18% dos adultos em idade ativa na China e 16% na Índia possuem essas qualificações. Esses três países concentram 56% dos 647,1 milhões de formados nas 47 nações avaliadas pelo relatório.
O Japão registra 35,1 milhões de adultos graduados, superando a soma combinada de Alemanha e França, que chega a 30,4 milhões. O Canadá ocupa o 12º lugar em volume absoluto, totalizando 13,7 milhões de profissionais diplomados.
Impacto da economia e modelos de formação
O nível de escolaridade costuma acompanhar a renda nacional. Todos os nove países da lista com produto interno bruto por pessoa abaixo de 35 mil dólares exibem índices de formação acadêmica inferiores a 30%.
O poder financeiro, no entanto, não dita todo o resultado. O Reino Unido tem 55% de adultos qualificados, enquanto a Itália atinge 22%, mantendo renda individual equivalente. Um terço da população adulta italiana não concluiu a educação secundária.
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Alemanha, com 35%, e Áustria, com 38%, ficam distantes do patamar japonês. Os dois países europeus sustentam sistemas robustos de aprendizagem profissionalizante que preparam mão de obra qualificada sem exigir diplomas universitários.
