PROIBIÇÃO

Passageiro com diabetes tenta embarcar com cão treinado para detectar alterações na glicemia, mas diz que companhia aérea impede a dupla de seguir viagem

Tutor tenta retornar para casa com cão treinado para monitorar sua glicemia; companhia aérea barrou a viagem por alegar falta de espaço no voo

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Matias Rodriguez, um trabalhador da construção civil com diabetes, relatou que a Aeroméxico impediu seu embarque em um voo de volta para o Chile acompanhado de Logan, seu cão de serviço de 5 anos da raça dogue alemão. O animal é treinado para detectar variações no nível de açúcar no sangue do tutor, alertando quando os índices ficam muito altos ou muito baixos antes que ocorra uma emergência médica.

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Rodriguez viajou originalmente do Chile para Vancouver, no Canadá. Ao chegar ao aeroporto no último sábado (24) para a viagem de volta, funcionários informaram que o voo estava lotado e que não existia espaço na aeronave para o cachorro.

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A amiga e tradutora do passageiro, Vynka Contreras, comentou o fato ao "CTV News": "Ele voou para cá sem problemas, então por que há problema em voar de volta para casa? Eu não entendo o motivo". A companhia aérea remarcou o voo para o dia seguinte, mas a aeronave também estava com todos os assentos ocupados.

Tentativas de embarque e impasses no trajeto

O passageiro manifestou disponibilidade para pagar por três assentos na mesma fileira. Esse modelo de acomodação já havia sido utilizado por companhias aéreas, incluindo a própria Aeroméxico, durante o trajeto anterior de Santiago a Vancouver, realizado com escala no México.

Rodriguez precisa retornar ao Chile para solicitar novamente a autorização de trabalho temporário no Canadá, documento que perdeu a validade. Ele destacou que não cogita deixar Logan para trás durante a viagem.

Contreras detalhou a repercussão da recusa ao "CTV News": "Ele está muito deprimido, ele está muito estressado também, e quando ele fica estressado, obviamente o animal dele também fica estressado, certo?".

Custos e regras da companhia aérea

Já na última terça-feira (27), Rodriguez declarou que precisou comprar uma passagem em classe executiva com valor superior a cerca de 16 mil. Mesmo após o pagamento do bilhete, a empresa informou que a permissão para o embarque ainda não estava garantida.

O bilhete adquirido garantia transporte apenas até o México. Para concluir a rota até o Chile, Rodriguez precisaria providenciar um segundo voo.

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As informações no site da Aeroméxico registram que animais de serviço e de suporte emocional realizam viagens junto aos tutores sem custo extra. O regulamento oficial da empresa acrescenta que: "A aceitação desses animais está sujeita ao tamanho deles".


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