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Duas mortes em ensaios clínicos de tratamentos para doenças autoimunes precedem uma decisão definitiva da Artiva Therapeutics sobre o futuro de suas atividades

Pesquisas promissoras para doenças autoimunes passam por reavaliação cuidadosa; saiba como a ciência busca garantir tratamentos mais seguros

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A empresa americana Artiva Biotherapeutics comunicou na terça-feira, (27), que está encerrando as atividades após a morte de dois pacientes participantes de um ensaio clínico. O estudo avaliava o uso de sua terapia celular para doenças autoimunes. Os registros dessas mortes representam o evento mais recente em uma série de ocorrências de segurança verificadas em um campo de pesquisa promissor.

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A investigação clínica avançava como um estudo de Fase 2, planejado para testar a aplicação de terapia celular com células NK. A empresa realizava os testes com essa modalidade terapêutica diretamente nos voluntários que integravam a pesquisa médica.

Protocolo de quimioterapia preparatória

A companhia com sede em San Diego informou que a administração de quimioterapias antes da infusão de terapias celulares consiste em uma prática padrão nos atendimentos. A aplicação do quimioterápico antecede a introdução das células nos voluntários participantes.

O uso da quimioterapia prévia tem como objetivo reduzir a contagem de glóbulos brancos dos pacientes. Ao diminuir temporariamente o número dessas células, o procedimento abre espaço no organismo para a chegada e o acolhimento das novas células infundidas.

Determinações médicas sobre as mortes

Pesquisadores responsáveis pelo estudo clínico de Fase 2 analisaram as circunstâncias e os fatores ligados ao falecimento dos dois voluntários:

  • primeiro paciente: morreu de uma complicação neurológica após receber a terapia celular com células NK. Pesquisadores determinaram que a morte provavelmente não teve relação com a terapia celular propriamente dita, mas sim com a quimioterapia aplicada antes da infusão celular, declarou a Artiva.

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  • segundo paciente: sofreu morte súbita cerca de dois meses após o tratamento. Os pesquisadores determinaram que essa fatalidade não teve relação com qualquer componente do processo terapêutico, embora a causa definitiva da morte não tenha sido determinada pela companhia sediada em San Diego.


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