GIGANTE

Um jovem vendedor de frangos levou a Coca-Cola para a Argentina em 1942; hoje, a bebida domina o país

Conheça a história do homem que levou o refrigerante para a Grande Buenos Aires; o cenário de crise que impulsionou o projeto comercial da empresa

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Em 1942, a maioria dos argentinos ainda não sabia o sabor da Coca-Cola. Nesse cenário, o jovem Norman Lee atuou diretamente na expansão da marca na zona sul da Grande Buenos Aires.

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Aos 23 anos, Lee gerenciava um criadouro de frangos que passava por um momento difícil. Em busca de crescimento financeiro, ele soube do interesse da The Coca-Cola Company em iniciar operações na Argentina. Como a marca precisava formar uma rede comercial para divulgar o refrigerante, Norman aproveitou a chance e se colocou à disposição para trabalhar na região que já conhecia.

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Restrição legal e registro da empresa

A legislação comercial da época não permitia que pessoas com menos de 25 anos registrassem companhias. Por causa dessa barreira, o empreendimento recebeu o nome de Reginald Lee, pai do jovem.

A decisão deu origem à Reginald Lee S.A., empresa que se transformou em parceira histórica de envase no país. A própria multinacional reconhece Reginald Lee como seu primeiro representante autorizado e engarrafador em território argentino, com início das atividades marcado em 1942.

Estrutura inicial e distribuição em Quilmes

O trabalho começou de forma simples a partir de um galpão em Quilmes. A equipe preparava, envasava e distribuía apenas um formato de produto: a tradicional garrafa de vidro com cerca de 185 centímetros cúbicos.

A logística de entregas contava com recursos limitados para atender os comércios e bairros:

  • quatro caminhões;

  • 15 triciclos de carga.

Estratégia comercial e crescimento

O principal desafio da operação era convencer o público a experimentar a novidade. Sem acesso à televisão de massa ou ferramentas digitais, Norman Lee visitava estabelecimentos e residências para distribuir amostras gratuitas.

A iniciativa fez a bebida entrar na rotina de armazéns, bares e lares locais. No fim da década de 1950, a demanda superou a capacidade das instalações originais em Quilmes. O negócio transferiu as atividades para um complexo industrial maior em Ranelagh, no partido de Berazategui, onde uma das fábricas ligadas à família Lee continua funcionando.

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Mais de oito décadas depois, a iniciativa de construir a rede de distribuição a partir da zona sul da Grande Buenos Aires consolidou uma marca até então desconhecida no consumo argentino.


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