LADRÃO DE COMIDA

Chegava antes do horário e saía com lagostas: o caso do funcionário de hotel de luxo preso por furtar mais de R$ 42 mil em comida

Câmeras registraram funcionário levando iguarias avaliadas em milhares de dólares; cardápio de luxo incluía carnes nobres e frutos do mar

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A polícia da Flórida prendeu um funcionário de hotel de luxo suspeito de furtar cerca de US$ 7,8 mil (aproximadamente R$ 42 mil) em alimentos da cozinha. Diego Alfredo Medina-Acosta, de 37 anos, foi detido na segunda-feira (5), acusado de furto qualificado em primeiro grau.

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O diretor de segurança e o chef principal do Biltmore Hotel descobriram as perdas após constatarem o sumiço de grandes quantidades de comida. O endereço fica em Coral Gables, a 11 km do centro de Miami, e cobra diárias entre US$ 383 (R$ 1.921) e mais de US$ 4.500 (R$ 22.580), oferecendo quadras de tênis, campos de golfe e spas.

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Alimentos subtraídos da cozinha

Conforme o registro policial, a lista de ingredientes utilizados na elaboração dos pratos servidos aos hóspedes:

  • 192 caudas de lagosta: avaliadas em US$ 6.525 (cerca de R$ 35 mil);

  • 116,7 libras (cerca de 52,9 kg) de barriga de porco: avaliadas em US$ 637,18 (R$ 3.196);

  • 30 porções de pargo, peixe comum na culinária: avaliadas em US$ 273 (R$ 1.369);

  • 11 lulas limpas: avaliadas em US$ 137,40 (R$ 687);

  • camarões crus: avaliados em US$ 89,30 (R$ 446);

  • linguiças de chorizo argentino: avaliadas em US$ 54,28 (R$ 270);

  • leite de coco: avaliado em US$ 98,32 (R$ 491);

  • nhoque de batata: avaliado em US$ 39,88 (R$ 195).

Registros das câmeras de segurança

Câmeras do hotel registraram Medina-Acosta chegando antes do horário oficial de trabalho. As gravações mostram o suspeito entrando nas áreas onde os produtos eram guardados e utilizando portas diferentes daquelas destinadas à equipe.

Um dos vídeos flagrou o homem retirando um recipiente com lagostas e recolocando o vasilhame vazio no local, de acordo com o relato das autoridades.

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Questionado por investigadores, Medina-Acosta declarou que antecipava a chegada para adiantar o serviço, embora o hotel não permitisse o registro de ponto antes do horário. Ele justificou que deixou o prédio por dez minutos para entregar roupas sujas e alegou ter retirado as lagostas apenas para descongelamento. Depois do episódio, o funcionário pediu demissão.


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