Nobel da Paz consagra Navi Pillay por atuação histórica contra crimes de guerra
Advogada sul-africana foi premiada em Oslo por seu papel central na punição de crimes contra a humanidade; comitê destacou seu legado jurídico
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O Prêmio Nobel da Paz foi concedido nesta sexta-feira (9/10) a Navanethem "Navi" Pillay, da África do Sul, uma jurista defensora do direito internacional e dos direitos humanos, informou o Comitê Norueguês do Nobel.
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"A laureada deste ano foi fundamental para garantir que os crimes de guerra, os crimes contra a humanidade e o genocídio sejam levados à justiça", declarou Jørgen Watne Frydnes, presidente do Comitê Norueguês do Nobel em Oslo.
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Aos 85 anos, Navi Pillay presidiu, entre outros, a comissão independente de investigação da ONU que acusou Israel de cometer genocídio na Faixa de Gaza.
Atualmente, atua como juíza na Corte Internacional de Justiça (CIJ), no caso em que Mianmar é acusado de genocídio.
"Se aplaudirem um pouco mais alto, talvez eu divida o prêmio com Trump", brincou Navi Pillay nesta sexta-feira, depois de saber, em meio às comemorações, que havia ganhado o Prêmio Nobel da Paz.
Essa reação foi registrada pela secretária-geral da Anistia Internacional, Agnès Callamard, em Nuremberg, e publicada na rede social X.
No ano passado, o presidente Donald Trump declarou que merecia ganhar o Prêmio Nobel da Paz.
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Este foi concedido à líder opositora venezuelana María Corina Machado, que, após recebê-lo, entregou sua medalha de ouro ao presidente americano, por considerar que ele o merecia, sem, no entanto, obter em troca seu apoio político.