O biohacker Bryan Johnson revelou que nunca dormiu com a namorada, Kate Tolo, com quem está há quase quatro anos. A decisão faz parte de uma prática crescente, conhecida como "divórcio do sono", que ganha cada vez mais adeptos.
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Em um vídeo, o empresário explicou a razão de ele e Kate terem camas e casas separadas. Segundo Johnson, dormir com um parceiro causa muitas interrupções no sono, um fator essencial para a longevidade, pois uma noite mal dormida acelera o envelhecimento biológico.
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Ele citou um estudo de 2020 com 55 casais, no qual os parceiros acordavam cerca de seis vezes por noite por causa um do outro. Johnson afirmou que a única atividade que ele e a namorada compartilham na cama é o sexo.
O próprio biohacker admite, contudo, que a ciência sobre o tema é dividida. Outro estudo, realizado com 12 casais heterossexuais, descobriu que dormir junto aumentou o sono REM em 10% e promoveu uma maior sincronia dos estágios do sono entre os parceiros.
Os dados também apresentam variações de gênero. As mulheres tendem a dormir pior com um homem na cama, enquanto os homens relatam dormir melhor na presença de uma parceira.
Uma pesquisa de 2022 com mil casais que dormiam juntos mostrou que eles relataram melhor qualidade de sono, menos insônia, menos fadiga e melhor saúde mental. “Pessoas mais felizes e saudáveis podem ter maior probabilidade de dividir a cama”, concluiu Johnson.
O conceito tem ganhado força. Uma pesquisa de 2023 da Academia Americana de Medicina do Sono apontou que 35% dos americanos dormem em quarto separado do parceiro, ocasional ou consistentemente. Especialistas, terapeutas e hotéis já começaram a atender casais que buscam essa alternativa.
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A Harvard Health publicou orientações sobre o assunto, observando que muitos casais relatam melhora no sono e redução da tensão no relacionamento. Kelsey Thompson, por exemplo, iniciou seu casamento já com um arranjo de dois quartos principais e afirma que isso ajudou a relação a prosperar.
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Para Johnson, a escolha depende do casal. “Para alguns, dormir junto melhora o sono. Para outros, camas separadas podem salvar seu sono ou seu relacionamento. Possivelmente ambos”, afirmou. Embora não dividam a cama, o biohacker mantém algo pessoal de Tolo por perto: parte do sangue menstrual dela em seu freezer.
