Incompatibilidade genética

Erro em clínica de fertilização: DNA mostra que pai não é biológico

Nos EUA, casal descobre que filha não tem DNA do pai após fertilização in vitro; eles buscam na Justiça respostas sobre o que aconteceu

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Um casal da Flórida, nos Estados Unidos, processou uma clínica de fertilização em Jacksonville. A ação foi movida após um teste de DNA apontar que o pai, Joshua Strong, não tem vínculo biológico com a filha gerada por fertilização in vitro.

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Natalie e Joshua Strong descobriram a incompatibilidade genética um dia após o nascimento da menina, em junho de 2025. Eles perceberam que o tipo sanguíneo da criança não correspondia ao dos pais.

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Segundo o processo, Natalie é O negativo e Joshua, A negativo, enquanto a filha nasceu com sangue B positivo. Um exame genético posterior confirmou que Natalie é a mãe biológica, mas indicou uma probabilidade de paternidade de 0% para Joshua.

O casal alega que a clínica Brown Fertility Associates utilizou uma amostra de esperma de outro homem para criar o embrião. “Eu simplesmente não consigo entender como um pequeno erro como esse pode afetar nossas vidas para sempre”, disse Natalie à "CBS News" em setembro.

Eles também não sabem o que aconteceu com o material genético de Joshua, que foi coletado e congelado para o tratamento. Com três embriões restantes na clínica, o casal teme que o mesmo problema tenha ocorrido com eles. Joshua levanta a hipótese de seu esperma ter sido usado no tratamento de outra paciente. “Se houver outros filhos em potencial em algum lugar, não temos ideia”, afirmou ele à "CNN".

Clínica nega acusação

Os Strongs afirmam que tentaram obter respostas da clínica por quase um ano antes de entrarem na Justiça. A ação judicial busca esclarecer quem é o pai biológico da menina e qual foi o destino do esperma de Joshua.

A Brown Fertility nega as acusações. A clínica informou à imprensa que não fará novos comentários enquanto o processo estiver em andamento.

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Apesar da disputa, Natalie garantiu que a descoberta não mudou o vínculo com a filha. O casal pretende contar a história à menina quando ela tiver idade para compreender. O processo pede uma indenização de mais de US$ 50 mil.


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