Brasil e China: proposta de Lula mira avanço em tecnologia e minerais estratégicos
Assessor Celso Amorim formalizou interesse em Pequim; plano inclui o desenvolvimento de IA colaborativa e adesão a novo fórum global do setor
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O Brasil propôs à China ampliar a parceria tecnológica entre os dois países. Em Pequim, o assessor especial da Presidência, Celso Amorim, entregou uma carta do presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao líder chinês, Xi Jinping, destacando o interesse em uma cooperação estratégica em inteligência artificial (IA) e minerais críticos.
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A proposta brasileira foca em uma cooperação para o desenvolvimento de uma inteligência artificial de código aberto. A iniciativa também sugere a adesão do Brasil à Organização Mundial de Cooperação em IA, buscando fortalecer o diálogo multilateral sobre o tema.
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Durante o encontro entre Amorim e o chanceler chinês, Wang Yi, também foi condenada a ingerência externa nas relações bilaterais, reforçando a autonomia das parcerias. Wang Yi descreveu a relação Brasil-China como um modelo de solidariedade para o Sul Global.
Cooperação em minerais críticos
A carta de Lula também destaca a importância da cooperação no setor de minerais estratégicos. O Brasil possui vastas reservas de elementos como lítio, nióbio e terras-raras, essenciais para a produção de baterias, semicondutores e componentes para veículos elétricos.
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A proposta busca unir a riqueza mineral brasileira com a capacidade de processamento da China, que atualmente domina mais de 90% do refino mundial de terras-raras. Uma parceria estratégica poderia criar uma cadeia de produção mais integrada e agregar valor aos recursos brasileiros, garantindo maior autonomia para ambos os países em setores de alta tecnologia.