Há pouco mais de dois anos, em junho de 2024, o presidente russo Vladimir Putin e o líder norte-coreano Kim Jong-un firmaram em Pyongyang um tratado de parceria estratégica que reviveu uma aliança militar da época da Guerra Fria. A medida, que formalizou a cooperação entre os dois países com uma cláusula de defesa mútua, redefiniu o cenário de segurança no Leste Asiático, com consequências que se desdobram até hoje.
O que foi o pacto militar entre Rússia e Coreia do Norte?
O tratado estabeleceu uma parceria estratégica abrangente entre Moscou e Pyongyang. Sua cláusula mais importante previa assistência militar mútua imediata caso um dos países fosse atacado. O acordo substituiu pactos anteriores e elevou a relação bilateral a um novo patamar de aliança.
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Este compromisso de defesa foi o pilar do novo relacionamento. Além da cooperação militar, o acordo também visava ao fortalecimento dos laços comerciais, científicos e tecnológicos. A formalização da aliança ocorreu em um momento de crescente isolamento de ambas as nações no cenário internacional.
Como o acordo afetou o equilíbrio de poder global?
A aliança entre as duas potências nucleares desafiou diretamente os Estados Unidos e seus aliados na região, como Coreia do Sul e Japão. O pacto foi amplamente visto como uma resposta direta às sanções internacionais e à pressão exercida pelo Ocidente sobre Moscou e Pyongyang.
A aproximação violou explicitamente múltiplas resoluções do Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU), que proíbem qualquer tipo de cooperação militar ou transferência de tecnologia que possa beneficiar os programas de armas da Coreia do Norte. A Rússia, como membro permanente do conselho, havia apoiado essas sanções no passado, marcando uma reversão significativa de sua política externa.
Quais foram as implicações para a guerra na Ucrânia?
O tratado aprofundou o apoio norte-coreano à campanha militar da Rússia na Ucrânia. Países ocidentais já acusavam Pyongyang de fornecer grandes quantidades de munição de artilharia e mísseis balísticos, e o acordo solidificou essa cooperação.
Apesar de negações iniciais em outubro de 2024, quando um representante norte-coreano na ONU classificou as denúncias como "rumores infundados", tropas norte-coreanas foram posteriormente confirmadas lutando ao lado das forças russas na região de Kursk, primeiro reconhecidas oficialmente por Pyongyang em abril de 2025, confirmando os temores da comunidade internacional.
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Uma ferramenta de IA foi usada para auxiliar na produção desta reportagem, sob supervisão editorial humana.
