Quem é Natalie Harp, a 'impressora humana' do presidente Trump
Assistente executiva acompanha o presidente em viagens oficiais e controla o acesso a informações; conheça a trajetória da leal auxiliar da Casa Branca
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Na Casa Branca do presidente Donald Trump, uma figura se tornou essencial: Natalie Harp. Conhecida como a "impressora humana", ela é a assistente executiva que acompanha o presidente em quase todos os momentos, garantindo que ele receba apenas um fluxo filtrado de informações positivas e favoráveis à sua imagem.
A relevância de Harp veio à tona com força nos últimos dias, depois que o senador democrata Jon Ossoff (Geórgia) a citou em um discurso de campanha, contrastando sua rotina ao lado de Trump com o sacrifício dos marinheiros do porta-aviões USS Abraham Lincoln, em missão havia mais de 240 dias no mar. A menção gerou uma disputa pública entre republicanos e democratas nas redes sociais, projetando Harp, até então praticamente desconhecida do grande público americano, para o centro do debate político.
A presença constante de Harp ao lado de Trump, seja em eventos oficiais, viagens presidenciais ou até mesmo em seu carrinho de golfe, chama a atenção no cenário político dos Estados Unidos. Sua lealdade e o controle sobre o que o presidente lê e assiste a transformaram em uma das auxiliares mais poderosas de sua equipe.
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Quem é Natalie Harp?
Natalie Harp, 35 anos, é a assistente executiva do presidente Donald Trump (Executive Assistant to the President), cargo que ocupa na Casa Branca desde o início do segundo mandato de Trump, em janeiro de 2025. Sua principal função é fornecer ao presidente um fluxo constante de informações positivas, impressas em papel, para mantê-lo atualizado e com o moral elevado.
Antes de integrar a equipe de Trump, Harp foi apresentadora no canal de notícias conservador One America News Network (OANN) de 2020 a 2022. Sua visibilidade cresceu ao se tornar uma defensora fervorosa das políticas e da figura de Trump, o que a aproximou do círculo íntimo do republicano.
Por que ela é chamada de 'impressora humana'?
O apelido de "impressora humana" surgiu devido ao seu método de trabalho. Harp carrega uma impressora portátil para onde quer que vá com Trump. Com o aparelho, ela imprime instantaneamente notícias, publicações de redes sociais e outros conteúdos online que sejam elogiosos ao presidente ou que ataquem seus adversários.
notícias positivas de portais conservadores;
elogios de apoiadores publicados em redes sociais;
gráficos e estatísticas favoráveis a Trump;
artigos que criticam adversários políticos.
Qual a função de Harp na equipe de Trump?
Além de selecionar e imprimir conteúdo, a função de Natalie Harp é atuar como um filtro de informações. Ela garante que Trump tenha acesso a uma visão do mundo que reforce suas próprias narrativas e o proteja de críticas ou notícias negativas que possam desestabilizá-lo. Essa proximidade lhe confere grande influência sobre o humor e as decisões do presidente.
Sua atuação vai além da comunicação, sendo considerada uma das pessoas de maior confiança na administração Trump. Ela o acompanha em eventos privados e reuniões estratégicas, consolidando seu papel como uma peça-chave na engrenagem da Casa Branca.
Como começou a relação com o então presidente?
A relação entre Natalie Harp e Donald Trump se estreitou após ela compartilhar publicamente sua história de superação de um câncer ósseo estágio 2. Em discursos e aparições na mídia, ela creditou sua sobrevivência a uma lei de "direito de tentar", sancionada por Trump, que permite a pacientes em estado terminal o acesso a medicamentos experimentais.
Esse testemunho pessoal e sua defesa apaixonada das políticas do então presidente chamaram a atenção de Trump, que a convidou para discursar na Convenção Nacional Republicana de 2020. Vale notar, porém, que o jornal The Washington Post levantou dúvidas sobre a narrativa: especialistas médicos consultados pela reportagem afirmaram que a descrição do tratamento e a linha do tempo apresentadas por Harp tornam improvável que a lei tenha de fato influenciado seu caso, já que ela teria recebido uma imunoterapia já aprovada pela FDA, usada fora da bula, o que dispensaria qualquer amparo da legislação de "direito de tentar".
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Uma ferramenta de IA foi usada para auxiliar na produção desta reportagem, sob supervisão editorial humana.