O poder da Samsung na Coreia do Sul: conheça o fenômeno dos 'chaebols'
A Samsung é muito mais que uma empresa de eletrônicos: entenda como os grandes conglomerados familiares, os 'chaebols', dominam a economia sul-coreana
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Para muitos, a Samsung é sinônimo de smartphones e televisores. Na Coreia do Sul, no entanto, a empresa representa muito mais: é o principal exemplo de um "chaebol", os gigantescos conglomerados familiares que moldaram e ainda dominam a economia do país. A influência desses grupos vai muito além dos negócios, alcançando a política e a vida cotidiana dos sul-coreanos.
Essas corporações surgiram após a Guerra da Coreia (1950-1953), sendo fortemente impulsionadas nas décadas de 1960 e 1970 por incentivos do governo do ditador Park Chung-hee para reconstruir a nação. O modelo permitiu um crescimento acelerado, transformando a Coreia do Sul em uma potência econômica global, em um processo conhecido como o “Milagre do Rio Han”.
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O que são os 'chaebols' da Coreia do Sul?
Chaebols são grandes conglomerados industriais dominados e controlados por uma única família ou dinastia. Característicos da economia sul-coreana, eles operam em diversos setores, desde eletrônicos e construção naval até finanças e seguros, exercendo uma influência massiva no país.
Como um chaebol funciona?
A estrutura de um chaebol é complexa e se baseia em alguns pilares fundamentais que garantem o controle familiar e a expansão contínua dos negócios. Sua operação é marcada por uma forte centralização de poder e uma ampla diversificação de atividades.
Controle familiar: a liderança é passada de geração em geração, mantendo o poder nas mãos da família fundadora.
Propriedade cruzada: as empresas do grupo possuem ações umas das outras, criando uma teia que blinda o conglomerado contra aquisições externas e consolida o controle da dinastia.
Diversificação extrema: um único chaebol pode atuar em dezenas de setores não relacionados, como a Samsung, que vai de eletrônicos a seguros de vida e construção de navios.
Relações com o governo: historicamente, mantêm laços estreitos com o poder político, o que já resultou em benefícios e também em grandes escândalos de corrupção.
Qual o impacto dos chaebols na economia?
O poder dos chaebols é tão grande que apenas os quatro principais grupos (Samsung, SK, Hyundai Motor e LG) chegaram a controlar o equivalente a 40,8% do Produto Interno Bruto (PIB) da Coreia do Sul em 2023. Essa estrutura de domínio permanece relevante, embora enfrente debates sobre a necessidade de reformas de governança para aumentar a competitividade de pequenas e médias empresas e diminuir a influência desproporcional desses grupos nas decisões políticas.
Quais são os principais chaebols além da Samsung?
Embora a Samsung seja o mais famoso, outros conglomerados familiares possuem um papel igualmente vital na economia sul-coreana e são reconhecidos globalmente por seus produtos e serviços.
Hyundai Motor Group: conhecido pelas marcas de automóveis Hyundai e Kia, também atua em siderurgia, construção e finanças.
SK Group: lidera os setores de energia, telecomunicações e semicondutores no país.
LG: gigante dos eletrônicos e produtos químicos, concorre diretamente com a Samsung em várias frentes.
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Uma ferramenta de IA foi usada para auxiliar na produção desta reportagem, sob supervisão editorial humana.