AJUDA HUMANITÁRIA

Brasil envia seis toneladas de vacinas, medicamentos e insumos à Venezuela

Governo destacou que as doses enviadas não comprometem os estoques nacionais. Carregamento foi para o Hospital de Campanha da Marinha do Brasil em La Guaira

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BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) - O Brasil enviou neste sábado (4/7) à Venezuela uma carga de seis toneladas de vacinas, medicamentos e insumos. Já são 2.954 mortos e 16.592 feridos após os terremotos que devastaram regiões do país, especialmente o estado de La Guaira.

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De acordo com o governo brasileiro, a manutenção da vacinação durante desastres contribui para prevenir a disseminação de doenças e reduzir o risco de óbitos. O carregamento contém 250 mil doses de vacina antirrábica canina e 10 mil doses de imunizantes contra a febre amarela.

A ajuda humanitária partiu às 18h do Aeroporto Internacional de Guarulhos, em São Paulo, em um voo da Gol. O processo foi coordenado pela Agência Brasileira de Cooperação (ABC), ligada ao Palácio do Itamaraty. A Presidência da República destaca que as doses não comprometem os estoques nacionais.

Além das vacinas, foram encaminhados medicamentos doados pelo laboratório Eurofarma e 17 volumes de equipamentos e materiais laboratoriais destinados ao Hospital de Campanha da Marinha do Brasil que opera em La Guaira.

O balneário, que fica a 40 quilômetros de Caracas, é o marco zero dos terremotos que reduziram prédios inteiros a pó. Muitos dos afetados – mais de 16 mil pessoas perderam suas casas – ficaram na rua ou em refúgios precários instalados em parques. A Organização das Nações Unidas (ONU) estima 50 mil desaparecidos.

Caracas também foi impactada pelos tremores, com o colapso de prédios, embora longe do nível de devastação de La Guaira. A zona mais afetada da capital venezuelana foi a região de Chacao, especialmente os bairros de classe média alta de Los Palos Grandes e Altamira.

Venezuelanos criticam governo do país

Parte dos venezuelanos critica a resposta da ditadura venezuelana, considerada lenta e insuficiente. A líder interina Delcy Rodríguez, por sua vez, vem defendendo a atuação das autoridades e afirma que as operações de busca e resgate continuam em andamento.

Ela rebateu críticas à resposta à catástrofe e acusou, sem apresentar provas, "laboratórios midiáticos" de tentar dificultar o trabalho das equipes de emergência.

Na segunda-feira (29/6), o coordenador humanitário da ONU na Venezuela disse que o órgão estava comprando 10 mil sacos para armazenamento de cadáveres, o que indica que o número de mortes deverá crescer. 

Diante da dimensão da tragédia, o Programa Mundial de Alimentos da ONU pediu à comunidade internacional US$ 50 milhões (R$ 260 milhões) para prestar assistência a cerca de 500 mil pessoas pelos próximos três meses.

Os terremotos agravaram uma crise humanitária que já era severa. Antes do desastre, a ONU estimava que quase 8 milhões de venezuelanos precisavam de algum tipo de ajuda humanitária.

Segundo a ONU, 27 países enviaram equipes especializadas e cães farejadores para auxiliar nas buscas por sobreviventes entre os escombros.

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O Brasil já havia enviado quatro voos de ajuda humanitária à Venezuela, segundo o Ministério das Relações Exteriores.

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