ABALO SÍSMICO

Novo tremor atinge Venezuela após terremotos que deixaram 1,5 mil mortos

Novo abalo teve magnitude de 4,1; 50 mil pessoas seguem desaparecidas no país

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A Venezuela voltou a registrar um tremor de terra na manhã desta segunda-feira (29/5), cinco dias após os dois terremotos que devastaram o país e deixaram cerca de 1,5 mil mortos. Segundo a imprensa internacional, o novo abalo teve magnitude estimada em 4,1 e atingiu a região de Caraballeda, no litoral venezuelano, a cerca de 30 quilômetros da capital, Caracas.

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Na última quarta-feira, o país foi atingido por terremotos de magnitudes 7,2 e 7,5. Na sexta-feira, um terceiro abalo, de intensidade semelhante ao desta segunda-feira, já havia sido registrado.

De acordo com estimativas da Organização das Nações Unidas (ONU), cerca de 50 mil pessoas ainda permanecem desaparecidas no país. As equipes de resgate, formadas por socorristas venezuelanos e missões internacionais, continuam trabalhando contra o tempo para localizar sobreviventes sob os escombros.

Embora especialistas apontem que as primeiras 48 a 72 horas após um desastre natural são decisivas para o resgate de vítimas, os socorristas ainda conseguem encontrar pessoas com vida em meio aos destroços. Segundo o governo venezuelano, 33 sobreviventes foram retirados dos escombros apenas nesse domingo.

As operações são consideradas extremamente complexas. O trabalho manual, as altas temperaturas e o risco de novos desabamentos dificultam a atuação das equipes. Relatos de voluntários também apontam que o odor de corpos em decomposição se torna cada vez mais intenso nas áreas atingidas.

Apesar das chances cada vez menores de encontrar sobreviventes, centenas de voluntários seguem atuando nas buscas.

Críticas à resposta do governo

A região de La Guaira, vizinha a Caracas, foi a mais atingida pelos terremotos. No domingo, equipes internacionais de resgate chegaram em maior número à área após dias de críticas de moradores, que apontaram lentidão e falhas na resposta oficial ao desastre.

Nos primeiros dias após os terremotos, grande parte das buscas foi conduzida por moradores e voluntários. A presidente interina Delcy Rodríguez pediu a continuidade das operações e anunciou medidas para atender as famílias que perderam suas moradias.

Segundo as autoridades, mais de 770 edifícios desabaram parcial ou totalmente, incluindo prédios residenciais, estabelecimentos comerciais e dezenas de hospitais.

A ONU estima que até 6,8 milhões de pessoas tenham sido afetadas pelos terremotos, em um país com aproximadamente 30 milhões de habitantes. Além disso, o risco permanece elevado devido à sequência de tremores secundários. Apenas nesse domingo (28/6), abalos de magnitudes 4,2 e 4,5 também foram registrados.

O governo venezuelano informou que mais de 14 mil militares e policiais foram mobilizados para patrulhar La Guaira. O acesso à região está restrito, e autorizações especiais são exigidas para entrada.

Enquanto as operações de resgate continuam, moradores relatam episódios de saques em áreas destruídas da cidade. Farmácias, supermercados e outros estabelecimentos comerciais foram invadidos nos últimos dias.

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Parte da população também reclama da lentidão na distribuição de ajuda humanitária e da escassez de alimentos, água e medicamentos nas regiões mais afetadas pelo desastre.

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