Oito alunas de um internato feminino no Quênia foram detidas nesta sexta-feira (29/5), acusadas de provocar o incêndio que matou 16 colegas na cidade de Gilgil, anunciou a polícia. A tragédia aconteceu na madrugada de quinta-feira e deixou 79 de feridos.
As jovens estudavam na Utumishi Girls Academy, escola pública ligada ao Serviço Nacional de Polícia do Quênia. O fogo atingiu um dormitório da instituição e destruiu completamente o piso superior do prédio, onde dormiam mais de 100 alunas.
De acordo com as autoridades, as adolescentes passaram a ser investigadas após depoimentos de estudantes e funcionários, além da análise de imagens captadas por câmeras de segurança. A polícia afirma que ainda tenta esclarecer como o incêndio começou e qual teria sido a motivação.
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"Os investigadores continuam ouvindo depoimentos e analisando todas as evidências disponíveis para reconstituir o desenrolar dos acontecimentos, estabelecer todas as circunstâncias do ocorrido e determinar a motivação", explica a polícia queniana em um comunicado.
Equipes de resgate e familiares permaneceram na escola ao longo do dia enquanto as investigações avançavam. Segundo representantes da associação de pais, algumas famílias aguardavam o fim dos interrogatórios das filhas para entender o que aconteceu dentro do internato.
A Utumishi Girls Academy fica a cerca de 120 quilômetros de Nairóbi e abriga mais de 800 estudantes. Muitas das alunas são filhas de policiais.
A tragédia reacendeu o debate sobre as condições de segurança em internatos quenianos. O país registra, há décadas, incêndios frequentes em escolas, alguns atribuídos a protestos de estudantes contra regras rígidas ou às más condições de alojamento.
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Especialistas apontam que dormitórios superlotados, falta de rotas de fuga adequadas e portas trancadas durante a noite contribuem para o alto número de mortes nesses incêndios. Em 2024, outro caso semelhante deixou mais de 20 mortos em uma escola no centro do Quênia.
