Internacional

Incêndio em unidade de gás venezuelana operada por empresa chinesa deixa 6 feridos

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O incêndio em uma unidade de gás operada por uma empresa chinesa no Lago de Maracaibo, capital petrolífera no oeste da Venezuela, deixou pelo menos seis feridos nesta sexta-feira (15), disseram fontes do setor à AFP.

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Falhas e incêndios são frequentes na indústria petrolífera venezuelana, resultado de anos de falta de investimento e corrupção, uma situação que piorou desde que os Estados Unidos adotaram sanções contra o petróleo em 2019.

O incidente ocorreu no Bloco 5 de Lamargas, uma estação compressora de gás da estatal Petróleos de Venezuela (PDVSA) operada pela privada China Concord por meio de um contrato de participação mista que implica um investimento de 1 bilhão de dólares (R$ 5,07 bilhões).

Um protocolo de emergência foi ativado para combater o fogo, que também causou danos à infraestrutura, segundo um relatório compartilhado com a AFP.

Vídeos divulgados por fontes do setor mostram trabalhadores petrolíferos com queimaduras em grandes áreas do corpo. Os feridos foram levados para hospitais próximos.

As autoridades venezuelanas não publicaram informações oficiais sobre o incidente. A magnitude dos danos é desconhecida.

"Sempre exigimos que as causas sejam informadas, que se faça um estudo e que os trabalhadores sejam avisados para evitar isso. Que se invista em segurança e que os procedimentos sejam respeitados", disse o sindicalista petrolífero José Bodas.

A indústria petrolífera é um dos pilares da gestão de Delcy Rodríguez, que assumiu a Presidência da Venezuela interinamente após a queda de Nicolás Maduro em uma operação militar dos Estados Unidos, em janeiro.

Ela impulsionou, sob pressão de Washington, uma reforma petrolífera que abre as portas ao capital privado, especialmente estrangeiro.

Os Estados Unidos flexibilizaram as sanções contra a indústria com licenças que permitem a grandes multinacionais operarem no setor.

Desde então, a Venezuela assinou acordos com diversas multinacionais petrolíferas, entre elas Chevron, Eni e Repsol.

Especialistas advertem que um investimento maciço é necessário para recuperar a deteriorada infraestrutura energética do país.

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str-bc/pgf/mar/lm/mvv

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