O diretor-geral da OMS declarou nesta quarta-feira (6) à AFP que não acredita que o surto de hantavírus em um navio de cruzeiro seja semelhante ao do início da pandemia de COVID-19
A embarcação MV Hondius está no centro de um alerta internacional desde sábado, quando a Organização Mundial da Saúde foi informada da morte de três passageiros em meio a suspeitas sobre o surto.
O navio, com bandeira holandesa, partiu de Ushuaia, na Argentina, em 1º de abril para uma viagem pelo Oceano Atlântico. Permanece ancorado na costa de Cabo Verde desde domingo.
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A doença pouco frequente costuma ser transmitida por roedores infectados, normalmente pela urina, fezes ou saliva, mas a cepa Andes, confirmada em três casos, pode ser transmitida entre humanos.
Em declarações à AFP na sede da OMS em Genebra, o diretor-geral da organização, Tedros Adhanom Ghebreyesus, minimizou o perigo, insistindo que "o risco para o restante do mundo é baixo".
Quando lhe perguntaram se a OMS considera que são situações semelhantes, respondeu: "Não, acredito que não".
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Embora tenham ocorrido "reuniões para coordenar nossos parceiros e organizar uma resposta", afirmou que, por ora, não vê necessidade de convocar o comitê de emergência.
