UE desbloqueará enormes recursos para a Hungria que estavam congelados sob o governo Orban
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A presidente da Comissão Europeia anunciou, nesta sexta-feira (29), a liberação de mais de 16 bilhões de euros (aproximadamente 94 bilhões de reais) em fundos destinados à Hungria, que haviam sido congelados durante o governo de Viktor Orban.
Ursula von der Leyen especificou que a liberação está condicionada à implementação de reformas pelo novo primeiro-ministro húngaro, Peter Magyar.
"Seu governo avança de forma rápida e decisiva", declarou a presidente da Comissão, o braço Executivo da UE, durante uma coletiva de imprensa em Bruxelas, na presença do novo primeiro-ministro húngaro.
A alta autoridade elogiou as reformas realizadas em benefício "da Hungria (...) e da União Europeia".
A vitória de Magyar nas eleições húngaras em meados de abril trouxe enorme alívio a Bruxelas, que havia sido obrigada a lidar durante 16 anos com o nacionalista Orban, um primeiro-ministro próximo a Vladimir Putin e Donald Trump que bloqueou inúmeras iniciativas de apoio à Ucrânia.
Magyar, um conservador, foi recebido de braços abertos pelos chefes das instituições europeias, que celebraram um "novo ímpeto" para a Europa.
"Faz apenas algumas semanas, mas já sentimos uma forte brisa de mudança soprando pela Hungria", observou Von der Leyen.
No entanto, uma questão crucial entre Budapeste e Bruxelas permaneceu sem solução: os bilhões de euros destinados à Hungria e congelados pela UE.
Esses fundos foram bloqueados como parte de vários processos iniciados contra as políticas de Orban, particularmente aquelas relacionadas aos direitos das pessoas LGBTQIAPN+ e dos solicitantes de asilo.
Magyar havia tornado a recuperação desses fundos uma prioridade absoluta e descreveu a liberação dos 16 bilhões de euros, anunciada nesta sexta-feira, como "histórica".
"Se me derem essa quantia toda vez que venho aqui, corro o risco de vir com mais frequência", brincou.
Von der Leyen esclareceu que a liberação desses fundos dependia da implementação de reformas pelo governo húngaro.
"Estabelecemos um marco sólido para garantir que a Hungria resolva as questões relacionadas à corrupção e ao Estado de Direito", observou ela.
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