Um empresário, de 54 anos, foi baleado dentro da própria caminhonete e queimado vivo após ser atraído para uma emboscada em uma estrada rural de Alpercata, no Vale do Rio Doce.
O crime ocorreu em 15 de junho deste ano e a vítima foi encontrada morta dentro do veículo incendiado. A Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) concluiu a investigação nessa terça-feira (20/10) e indiciou três homens, de 28, 41 e 60 anos, pelo homicídio.
Segundo a investigação, conduzida pela equipe de Crimes contra a Vida de Governador Valadares, na mesma região do estado, o empresário, que atuava nos setores de construção civil e pavimentação, recebeu uma ligação com a proposta de fazer um orçamento para uma obra. O número utilizado na ligação havia sido habilitado no mesmo dia.
Leia Mais
Ao chegar a um local isolado próximo à BR-116, ele foi atingido por um disparo de arma de fogo dentro da caminhonete. Em seguida, o veículo foi incendiado com a vítima ainda viva, conforme constatado pela perícia criminal.
Disputa comercial
De acordo com a Polícia Civil, o homicídio teria sido motivado por um litígio comercial de alto valor entre a vítima e outro empresário de 60 anos, residente no Rio de Janeiro e proprietário de um empreendimento de lazer em Alpercata. A disputa envolvia a execução de uma obra e a locação de máquinas.
O investigado de 60 anos foi apontado como mandante do crime. Ele trabalhava como gerente do empreendimento e, conforme as apurações, teria comprado o telefone usado para atrair a vítima, indicado o local da emboscada e transportado parte dos executores. O homem está preso preventivamente desde 19 de setembro.
Já o investigado de 41 anos era sócio do empresário de 60 anos e proprietário do veículo utilizado para levar os executores até a região. Ele foi indiciado como um dos executores do homicídio.
"Foi um crime planejado com antecedência, com executores trazidos de outro estado e uma emboscada montada por telefone. A vítima saiu do escritório acreditando que ia fazer um orçamento e foi morta dentro do próprio carro, que foi incendiado com ela ainda com vida", afirmou o delegado Ciro Trindade Roldão de Carvalho, responsável pela investigação.
Os três homens foram indiciados por homicídio qualificado por motivo torpe, emprego de fogo e meio cruel, além de recurso que dificultou a defesa da vítima.
Foragidos
A Justiça decretou a prisão preventiva dos dois investigados residentes no Rio de Janeiro. Em 9 de outubro, com apoio da Polícia Civil fluminense, foram cumpridos mandados de busca e apreensão em três endereços em Nilópolis. Os suspeitos, no entanto, não foram encontrados e são considerados foragidos.
Siga nosso canal no WhatsApp e receba notícias relevantes para o seu dia
Informações que possam contribuir com as investigações podem ser repassadas anonimamente ao Disque Denúncia Unificado, pelo telefone 181, ou diretamente à equipe de investigação de homicídios de Governador Valadares, pelo número (33) 3213-4777.
