O número de pessoas privadas de liberdade inscritas no Exame Nacional para Certificação de Competências de Jovens e Adultos para Pessoas Privadas de Liberdade (Encceja PPL) atingiu 16.185 participantes em Minas Gerais em 2026. O total representa um recorde estadual e indica um crescimento de cerca de 66% na comparação com 2020.

As provas foram aplicadas nesta semana em 149 unidades prisionais administradas pelo Departamento Penitenciário de Minas Gerais (Depen-MG). Adolescentes acautelados no sistema socioeducativo também têm permissão para participar, somando aplicações em 18 unidades do modelo neste ano.

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Coordenação e áreas do exame

Coordenado pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), em parceria com as secretarias estaduais de Educação, o exame possibilita a certificação dos ensinos fundamental e médio a quem alcança a pontuação exigida.

A avaliação abrange cinco disciplinas obrigatórias:

  • linguagens;

  • matemática;

  • ciências da natureza;

  • ciências humanas;

  • redação.

Avanço nas taxas de aprovação

Minas Gerais registrou aumento no índice de aprovação. A taxa de certificação integral subiu de 17,20% em 2020/2021 para 30,85% em 2025, o maior percentual de toda a série apresentada. No intervalo entre 2023 e 2025, o índice avançou de 27,05% para 30,85%.

Em 2025, exatamente 21,73% dos inscritos obtiveram o certificado do ensino médio, enquanto 16,67% conquistaram a certificação do ensino fundamental. Para 2026, a expectativa do governo estadual envolve índices ainda mais expressivos.

Aulas preparatórias nas unidades

Pela primeira vez, algumas unidades prisionais ofereceram aulas preparatórias para os inscritos no Encceja PPL. As atividades envolveram redação e as quatro áreas do conhecimento avaliadas na prova.

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De acordo com Jober Gabriel de Sousa, superintendente de Humanização do Atendimento do Depen-MG, a oportunidade de estudar pode contribuir para a reinserção social dos participantes. “Oferecer a oportunidade de estudo aos custodiados é importante porque, além do conhecimento, torna-os competitivos no mercado de trabalho”, afirma.

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