A Justiça de Minas Gerais condenou dez integrantes de uma organização criminosa armada ligada ao Primeiro Comando da Capital (PCC). O grupo atuava no tráfico interestadual de drogas e na lavagem de dinheiro em Unaí, no Noroeste do estado.
A sentença foi proferida em 1º de outubro pela Vara Criminal e da Infância e da Juventude da comarca, resultado da Operação Os Remanescentes, do Ministério Público de Minas Gerais (MPMG). Dos 12 denunciados na ação penal, dez foram condenados e dois absolvidos.
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Investigações do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) revelaram que a organização agiu por mais de um ano. O grupo operava de forma estruturada, com um dos réus na liderança, coordenando o armazenamento, transporte e venda de drogas.
Parte dos entorpecentes era comprada em outros estados para abastecer o tráfico em Minas Gerais. O líder do grupo foi condenado por tráfico interestadual, organização criminosa armada e lavagem de dinheiro, com pena de 204 anos, 7 meses e 13 dias de reclusão em regime inicial fechado.
As penas dos outros condenados variam de 9 anos e 4 meses a 71 anos e 2 meses de prisão. Somadas, todas as condenações ultrapassam 460 anos de reclusão. A decisão judicial também reconheceu que a atuação do grupo contribuiu para a expansão das atividades do PCC na região.
Atendendo a um pedido do MPMG, a Justiça determinou que os réus paguem, de forma solidária, R$ 500 mil por danos morais coletivos. O valor será destinado ao Fundo Especial do Ministério Público de Minas Gerais (Funemp).
Para a Justiça, a atuação prolongada da organização criminosa representou uma violação ao direito coletivo à segurança da população.
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A sentença ainda está sujeita a recurso.
