O Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) denunciou um homem de 38 anos pelos crimes de feminicídio, tentativa de homicídio e porte ilegal de arma de fogo. A acusação, assinada pela promotora de Justiça Carolina Melo Campos Moreira, foi oferecida pela 2ª Promotoria de Justiça de Nova Lima, na Região Metropolitana de Belo Horizonte.

Os crimes ocorreram em 11 de agosto de 2026 e vitimaram a ex-companheira do acusado, uma mulher de 33 anos. O denunciado, que já responde por outro homicídio, foi preso dentro de uma igreja evangélica após trocar tiros com a polícia.

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De acordo com a denúncia, o casal havia terminado o relacionamento cerca de um mês antes dos fatos. No dia do crime, aniversário da mãe do denunciado, a vítima compareceu à comemoração e discutiu com ele sobre o término.

Inconformada, ela deixou o local dizendo que, se ele não ficasse com ela, não ficaria com mais ninguém, e que chamaria a polícia. Em seguida, o homem passou a segui-la.

A mulher estava em uma escadaria, relatando ao telefone que o ex-companheiro estava nervoso e armado, quando ele efetuou disparos de arma de fogo contra ela. Os tiros atingiram a região do rosto, o que impossibilitou qualquer reação. Ela chegou a ser socorrida em estado gravíssimo, mas não resistiu.

Fuga e confronto com a polícia

Após o crime, o homem fugiu. Durante o rastreamento, um policial militar foi surpreendido por ele, que saía de um estabelecimento comercial atirando em direção à viatura. Os tiros atingiram o para-brisa, o teto e a coluna da porta do veículo, mas o militar conseguiu se abrigar e não se feriu.

O policial revidou os disparos. O autor escondeu-se atrás de um carro estacionado para continuar atirando, parando apenas quando a arma apresentou uma falha. Nesse momento, ele fugiu novamente, invadindo imóveis da região.

A Polícia Militar montou um cerco no local, com o apoio de um helicóptero, e prendeu o homem no interior de uma igreja evangélica. Ele tentava se passar por um fiel para despistar as equipes policiais.

A Promotoria de Justiça destacou que o feminicídio foi cometido com recurso que dificultou a defesa da vítima. O MPMG requereu que o denunciado seja submetido a julgamento pelo Tribunal do Júri de Nova Lima.

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O processo tramita sob segredo de Justiça.

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