O Tribunal do Júri de Itamarandiba condenou um homem a 37 anos e seis meses de prisão pelo feminicídio da ex-companheira. A sentença, em regime inicialmente fechado, foi proferida pela juíza Júlia Morais Garcia Pereira Guimarães nesta terça-feira (29/9).

O réu também deverá pagar cinco salários mínimos à família da vítima como reparação por danos morais. A Justiça manteve sua prisão preventiva, e ele não poderá recorrer em liberdade.

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De acordo com a denúncia do Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), Josiane da Silva Oliveira foi assassinada em agosto de 2025, na zona rural de Itamarandiba. O crime foi motivado pelo inconformismo do agressor com o término do relacionamento e por suspeita de traição.

No dia do assassinato, o homem usou a confiança da vítima para convencê-la a entrar em um carro. Ele a levou para um local isolado, onde disparou com uma espingarda calibre .12 e a agrediu com coronhadas até quebrar a arma. Em seguida, ele a asfixiou.

Após o crime, o autor enviou áudios a familiares confessando o que fez e indicando a localização do corpo. Depois, tentou cometer autoextermínio ingerindo soda cáustica, mas foi socorrido e sobreviveu.

Condenação

A acusação pediu a condenação com as qualificadoras de emprego de meio cruel e uso de recurso que dificultou a defesa da vítima. Solicitou também o aumento da pena pelo fato de Josiane ser mãe de uma criança de três anos.

A defesa, por sua vez, pediu o afastamento das qualificadoras. Além disso, solicitou o reconhecimento das atenuantes de confissão espontânea e de intensa perturbação emocional no momento do crime.

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O Conselho de Sentença acolheu integralmente a tese da acusação, reconhecendo a autoria, a materialidade, as qualificadoras e a causa de aumento de pena. No cálculo da sentença, a juíza aplicou a atenuante da confissão para reduzir a pena-base, mas negou a de perturbação emocional.

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