LEGISLAÇÃO

Nova lei em BH libera venda de espetinhos e hambúrgueres em food trucks

Prefeitura sanciona mudança que autoriza carnes preparadas e movimenta a gastronomia local; veja o que muda e quais itens seguem proibidos

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O prefeito de Belo Horizonte, Álvaro Damião (União Brasil), sancionou nesta quinta-feira (22) a mudança na legislação municipal sobre o setor gastronômico móvel. Com a decisão, food trucks e veículos adaptados que operam na capital mineira passam a ter autorização oficial para a venda de espetinhos, hambúrgueres e outros alimentos preparados.

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A medida, publicada no Diário Oficial, altera diretamente o Código de Posturas do município. A legislação agora permite a comercialização de produtos cárneos cozidos, assados ou fritos nesses espaços.

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Critérios para venda de carnes

A regulamentação estabelece critérios para o manuseio de carnes na cidade. A proibição municipal segue aplicada somente a casos específicos:

  • a comercialização de carnes cruas;

  • a venda de itens que exijam manipulação ou preparo prévio não regulamentado.

Regras mantidas para sorvetes e frutas

O texto aprovado conserva impedimentos para outros produtos alimentícios em veículos adaptados. A venda de sorvetes de fabricação instantânea continua proibida em food trucks da capital.

Outra determinação mantida veta a oferta de frutas picadas ou descascadas. Para esse tipo de produto, a legislação abre apenas duas exceções pontuais:

  • o coco, que pode ser descascado no momento da compra;

  • a laranja, igualmente autorizada para o mesmo procedimento.

Nos dois casos autorizados, o procedimento de descascar a fruta precisa ocorrer obrigatoriamente a pedido e à vista do consumidor.

Justificativa e tramitação na CMBH

A iniciativa surgiu a partir de projeto de lei votado e aprovado pela Câmara Municipal de Belo Horizonte (CMBH), apresentado pelo vereador Wagner Ferreira (Rede).

O parlamentar apontou que a venda de alimentos à base de carne e derivados já era comum em vários pontos da capital mineira antes mesmo da autorização formal, registrando boa aceitação por parte dos consumidores.

Wagner Ferreira defendeu a regulamentação: "a atividade de comercialização de carnes em veículos, quando realizada de forma adequada, contribui para a diversidade gastronômica de BH e para a geração de renda de inúmeros empreendedores".

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Na visão do vereador, a sanção da lei promove "justiça normativa" ao município e oferece mais segurança aos trabalhadores do setor.

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