Professores da rede particular de Belo Horizonte se reúnem em uma nova assembleia nesta sexta-feira (18/9), às 9 horas, para decidir os rumos da greve. A reunião ocorrerá no auditório da Fundação de Educação Artes e Cultura (Fundac), no Bairro Lagoinha, Região Noroeste da capital.

O encontro é decisivo e pode determinar o fim da paralisação que deixou diversas escolas vazias na quinta-feira (17/9), impactando a rotina de milhares de alunos na capital mineira. A categoria avalia uma nova proposta apresentada pelo sindicato patronal.

A mobilização começou como resposta a uma proposta do sindicato patronal para dividir a Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) que rege a categoria. Essa negociação define salários, benefícios e condições de trabalho para todos os professores da rede privada.

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Qual o motivo da greve dos professores em BH?

O principal motivo da greve é a proposta do sindicato patronal de dividir a Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) em duas. A ideia é criar um documento específico para os professores do ensino básico e outro para os do ensino superior, quebrando uma unificação histórica da categoria.

Atualmente, um único acordo abrange todos os níveis de ensino da rede privada, do infantil à pós-graduação. Os professores temem que a cisão da CCT resulte em precarização do trabalho e perda de direitos, especialmente para os profissionais que atuam na educação básica, que poderiam ter pisos salariais e benefícios negociados de forma separada e menos vantajosa.

Além da questão da CCT, os professores também reivindicam reajuste salarial de 3,77%, correspondente à inflação medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC).

Como a divisão da CCT pode afetar a categoria?

A criação de duas convenções distintas abre caminho para que as condições de trabalho e remuneração sejam negociadas de maneiras diferentes para cada segmento. Na prática, isso poderia levar a:

  • Pisos salariais diferentes para professores do ensino básico e superior.

  • Benefícios, como planos de saúde e bolsas de estudo, distintos entre os níveis.

  • Enfraquecimento da categoria em negociações futuras, já que estaria fragmentada.

Qual a proposta que será votada na assembleia?

A proposta mais recente apresentada pelo sindicato que representa as escolas particulares, e que está em pauta na assembleia desta sexta-feira, ainda não teve seus detalhes completamente divulgados. No entanto, ela é vista como uma tentativa de negociação para encerrar a paralisação que já causa transtornos para pais e alunos.

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A adesão à greve foi significativa, com diversas escolas particulares de Belo Horizonte amanhecendo com as portas fechadas ou operando com quadro reduzido de funcionários. A decisão dos professores na nova assembleia é o que definirá se as aulas serão retomadas na próxima semana ou se o movimento grevista ganhará mais força.

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