O ônibus de turismo que se envolveu em um grave acidente na noite dessa terça-feira (15/9), deixando seis mortos e 43 feridos na BR-116, no entroncamento com a BR-251, em Cachoeira de Pajeú, no Norte de Minas, circulava sem a licença de viagem emitida. A informação foi confirmada ao Estado de Minas pela Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), que apontou irregularidade na operação do veículo no trecho que liga São Paulo à Bahia.
De acordo com a ANTT, o ônibus (placa NDI-9C87) pertence à empresa Transportes Turísticos Papatur Ltda. no registro do veículo (CRLV) e possui o Certificado de Segurança Veicular e o cronotacógrafo regulares. No entanto, o coletivo passa por um processo de inclusão na frota de uma determinada empresa – trâmite que ainda está sob análise do órgão.
Como o procedimento não foi concluído, o veículo não estava apto perante a agência para realizar o serviço e não possuía a autorização necessária para o deslocamento. A ANTT ressaltou que a falta da licença configura irregularidade, mas esclareceu que a falha formal "não significa, por si só, enquadramento do serviço como transporte clandestino". A agência informou ainda que o seguro de responsabilidade civil está válido em nome da empresa.
O acidente
A batida frontal ocorreu na altura do km 25 da BR-116, no Trevo de Cariri – entroncamento com a BR-251. Conforme o Corpo de Bombeiros, o motorista do caminhão atingido relatou que o ônibus teria perdido o freio após passar pelo trevo. Com a força do impacto, ambos os veículos capotaram. Os motoristas não sofreram ferimentos graves.
O caminhão refrigerado envolvido, com placa de Conselheiro Pena (MG), estava vazio no momento do acidente, após descarregar uma carga de queijo na Bahia. Já os 43 passageiros feridos no ônibus foram socorridos e levados para unidades de saúde em Divisa Alegre, Itaobim e Salinas.
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Na tarde desta quarta-feira (15), a Papatur informou que três vítimas foram identificadas, no entanto, não informou a identidade delas. A ANTT e as autoridades locais ressaltaram que a apuração oficial dos dados das vítimas segue sob responsabilidade dos órgãos de segurança e da perícia.
