O Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) pode abrir uma investigação criminal para apurar uma possível onda de sabotagens contra o sistema de abastecimento de água na Região Metropolitana de Belo Horizonte.

A suspeita foi formalizada pela presidente da Companhia de Saneamento de Minas Gerais (Copasa), Marília Carvalho de Melo, durante uma reunião na sede da Unidade de Combate ao Crime e à Corrupção (UCC), na capital.

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O que acontece depois?

Com a solicitação da Copasa, o MPMG analisa as provas apresentadas pela companhia para identificar e responsabilizar os possíveis autores dos atos.

Se a suspeita for confirmada, o caso deixa de ser uma falha técnica ou operacional e passa a ser tratado como crime contra os serviços essenciais.

Os envolvidos podem responder por crimes contra o patrimônio público, atentado contra a segurança de serviço de utilidade pública e associação criminosa. As penas para esses crimes podem incluir reclusão e multas elevadas, dependendo dos danos causados à população e à infraestrutura.

Quais registros levaram à denúncia?

O primeiro rompimento de adutora aconteceu na madrugada de 19 de agosto, na rua Xapuri, Bairro Nova Granada. A água alagou ruas e invadiu imóveis na região Oeste de Belo Horizonte.

Em 5 de setembro, um segundo caso foi registrado na Praça Guimarães Rosa, no bairro Cidade Nova, na Região Nordeste da capital.

O terceiro evento ocorreu no feriado de 7 de setembro, desta vez no Bairro Milionários, na Região do Barreiro.

O último rompimento de adutora foi registrado às margens da BR-040, no Bairro Kennedy, em Contagem, na Grande BH.

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Além dos danos às adutoras, o sistema antiodor da Lagoa da Pampulha teve seu funcionamento comprometido. Durante uma vistoria técnica em 8 de setembro, equipes identificaram o furto de cabos e danos em outras peças do equipamento, localizado próximo ao Aeroporto da Pampulha.

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