Minas Gerais concentrou quase 50% dos resgates de trabalhadores em condições análogas à escravidão durante uma operação nacional realizada em agosto. Do total de 479 pessoas resgatadas no Brasil, 208 estavam no estado.
As ações fizeram parte da Operação Resgate VI, deflagrada pelo Ministério do Trabalho e Emprego para combater graves violações de direitos trabalhistas. Em todo o país, 231 empregadores foram inspecionados, sendo 29 deles em Minas Gerais.
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Dos empregadores fiscalizados no estado, 17 foram flagrados cometendo algum crime. No âmbito nacional, o número de infratores chegou a 61. As atividades rurais, como a colheita de café e as lavouras de batata e cebola, foram os principais focos dos resgates.
A iniciativa contou com a participação de instituições parceiras como a Polícia Federal, o Ministério Público do Trabalho, o Ministério Público Federal e a Defensoria Pública da União. O objetivo foi identificar, proteger e resgatar os trabalhadores, além de responsabilizar os infratores.
Segundo o superintendente Carlos Calazans, os números são um reflexo do amplo trabalho que vem sendo feito desde 2023. "Estamos comprometidos em combater e acabar com o trabalho escravo em Minas. Para isso, precisamos trabalhar em várias frentes e a fiscalização é uma delas", afirmou.
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Calazans destacou a atuação dos fiscais para garantir condições dignas de trabalho. "É inadmissível que isso continue acontecendo e nós estamos aqui para trabalhar a conscientização, a educação e o enfrentamento, quando necessário", declarou.
