Fonoaudiólogo é denunciado por abusar sexualmente de seis mulheres em MG
Vítimas relataram ter sentido desconforto e tentado se afastar durante os atendimentos. Também houve situações em que a porta do consultório permanecia trancada
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O Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) denunciou um fonoaudiólogo por seis crimes de violação sexual mediante fraude contra mulheres atendidas em uma instituição de assistência a pessoas com deficiência em Barroso, na Região do Campo das Vertentes. Segundo a acusação, os crimes ocorreram entre 5 e 26 de março deste ano, quando ele trabalhava na entidade. O nome do acusado não foi divulgado.
As vítimas eram mães ou responsáveis por alunos atendidos pela instituição. Conforme o MPMG, o fonoaudiólogo teria se aproveitado da condição de especialista e da relação de confiança estabelecida com as mulheres para convocá-las ao consultório, sob a justificativa de orientá-las sobre exercícios que deveriam ser realizados com os filhos.
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De acordo com a denúncia, durante os encontros, o profissional simulava procedimentos fonoaudiológicos e realizava atos de natureza sexual sem o consentimento das vítimas. Os episódios teriam ocorrido em datas diferentes, mas apresentavam dinâmica semelhante.
Ainda segundo o Ministério Público, o acusado utilizava supostos exercícios respiratórios e orientações terapêuticas para induzir as mulheres a participar das atividades propostas.
Consultório teria ficado trancado
O MPMG afirma que, em alguns dos casos, as vítimas relataram ter sentido desconforto e tentado se afastar durante os atendimentos. Também houve situações em que a porta do consultório permanecia trancada.
Os relatos chegaram ao conhecimento das autoridades e deram origem a um inquérito policial. As investigações serviram de base para a ação penal apresentada pelo Ministério Público.
Na denúncia, o MPMG pediu a condenação do fonoaudiólogo pelos seis crimes de violação sexual mediante fraude, em concurso material. O órgão também requereu o pagamento de indenização mínima de R$ 10 mil para cada vítima.
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O acusado está preso. Como se trata de uma denúncia, ele ainda será submetido ao processo judicial e terá direito à defesa e ao contraditório.