Falta d’água na Grande BH: Damião cobra solução da Copasa
Prefeito afirmou nesta quarta-feira (2/9) que companhia não pode continuar prolongando a retomada do abastecimento de água
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A crise no abastecimento de água que tem afetado moradores em Belo Horizonte e na Região Metropolitana alcançou um nível crítico de cobrança institucional. O prefeito da capital mineira, Álvaro Damião (União Brasil), subiu o tom contra a Companhia de Saneamento de Minas Gerais (Copasa), exigindo solução definitiva e imediata para a interrupção prolongada no fornecimento de água que penaliza diversos bairros da cidade.
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Em coletiva de imprensa na inauguração do novo Centro de Saúde Animal, no Buritis, nesta quarta-feira (2/9), o prefeito alegou entender as dificuldades para normalizar a situação, mas reforçou que é obrigação da Copasa resolver a situação.
Com o agravamento dos problemas em regiões vulneráveis e em bairros populosos como Buritis, Estoril e Nova Suíça, na Região Oeste da capital, Damião pressiona a companhia a ir além das medidas já tomadas e garantir o restabelecimento regular das torneiras.
“Tomara Deus que a Copasa consiga, porque a Copasa é ela que fornece a água. Não é um serviço que a prefeitura vai lá e consegue resolver”, disse. O chefe do Executivo municipal ressaltou que a Prefeitura de Belo Horizonte (PBH) tem atuado no limite de suas competências para mitigar os impactos da crise, disponibilizando suporte emergencial e cobrando agilidade nos reparos operacionais. No entanto, reforçou que o contrato de concessão exige eficácia da Copasa na entrega do recurso.
Escolas afetadas
A paralisação nas escolas municipais e nos equipamentos de saúde acendeu um alerta vermelho na PBH. Com as caixas de reserva esgotadas depois de dias seguidos sem abastecimento, estabelecimentos comerciais e instituições de atendimento público foram forçados a alterar o expediente.
Por meio de nota e boletins informativos, a Copasa atribuiu a instabilidade a uma combinação de intervenções operacionais complexas, manutenções em sistemas adutores e obras de infraestrutura regional. A companhia informou a conclusão das manutenções em trechos estratégicos, como a adutora do Rio Manso, e manteve a previsão de regularização gradual do sistema hídrico para as próximas horas nas áreas remanescentes da Grande BH.
Apesar dos anúncios de normalização progressiva da empresa, o Executivo municipal garante que continua fiscalizando os pontos críticos da capital. Damião também afirmou que a prefeitura deve manter a cobrança incisiva até que o abastecimento esteja plenamente restabelecido e estabilizado em todas as regionais do município.
Golpes emergenciais
A Região Oeste de Belo Horizonte figura como uma das mais prejudicadas pelo desabastecimento diário. Em locais mais altos ou distantes das redes principais de distribuição, os moradores relatam episódios de desespero ao tentar manter tarefas domésticas mínimas.
A dependência de soluções emergenciais, como o envio de caminhões-pipa, foi apontada pelo prefeito como um paliativo insuficiente para a dimensão do problema. "Os caminhões-pipa são muito bem-vindos, mas (...) eu preciso de solução na torneira das pessoas, não é na caixa d'água delas", pontuou Damião.
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A vulnerabilidade provocada pela falta do recurso hídrico acabou abrindo margem para a ação de estelionatários. Moradores do Bairro Buritis relataram prejuízos que chegaram a R$ 1,2 mil ao caírem em golpes de falsas empresas que prometiam a entrega de caminhões-pipa particulares e desapareciam após o pagamento adiantado. A escassez prolongada e os sucessivos adiamentos dos prazos de normalização informados pela Copasa têm gerado forte revolta na população e interromperam serviços essenciais.