O julgamento de Ítalo Jefferson, de 43 anos, acusado de estuprar e matar Vanessa Lara de Oliveira, de 23, em Juatuba, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, foi remarcado pela Justiça. Em 6 de agosto, o Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG) informou que o julgamento pelo Tribunal do Júri aconteceria em 24 de setembro, na comarca de Juatuba.
Porém, nesta quarta-feira (26/8), a Corte anunciou que a audiência deve acontecer em 30 de setembro, às 9h30, no mesmo local. Ainda segundo o TJMG, o reagendamento foi um pedido do Ministério Público de Minas Gerais (MPMG).
O réu foi pronunciado pelos crimes de homicídio qualificado, estupro e ocultação de cadáver, conforme denúncia apresentada pelo MPMG.
De acordo com registros judiciais, Ítalo já havia sido condenado por três estupros cometidos em 2 de outubro de 2002, 6 de dezembro de 2004 e 1º de agosto de 2008. Agora, ele responde pela morte de Vanessa, em 9 de fevereiro de 2026.
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Relembre o caso
Segundo a Polícia Militar de Minas Gerais (PMMG), em 10 de fevereiro, familiares do suspeito receberam uma ligação em que ele confessou o crime. Na conversa, Ítalo afirmou que estava no Centro de Belo Horizonte, para onde teria fugido. Depois disso, desligou o telefone e não voltou a atender as ligações.
Os militares chegaram ao suspeito após testemunhas indicarem quem poderia ser o autor do crime e onde a família dele morava. Na residência, a mãe, o primo e o cunhado relataram que Ítalo chegou em casa em 9 de fevereiro com roupas sujas de barro e sangue, além de arranhões pelo corpo.
Ainda de acordo com os familiares, o suspeito disse que havia usado drogas com uma mulher e que os dois haviam brigado. Depois, tomou banho, pediu R$ 200 à mãe e afirmou que iria para o Centro de Belo Horizonte para morar na rua.
A família entregou à polícia o short que o homem usava, com manchas de sangue, para ser submetido à perícia. Ítalo foi preso em 12 de fevereiro, em Carmo do Cajuru, no Centro-Oeste de Minas, onde estava escondido entre vagões de trem em uma linha férrea.
Pensão à mãe da vítima
A Justiça também determinou, em caráter liminar, que a concessionária Way 262 pague uma pensão mensal à mãe de Vanessa. A pensão foi fixada em dois terços da remuneração que Vanessa recebia.
A decisão da Vara Única de Juatuba considerou que o trecho da BR-262 onde o crime ocorreu apresentava vegetação densa e falta de capina, obrigando a jovem a utilizar um caminho improvisado para chegar ao ponto de ônibus. Segundo a decisão, foi nesse local que ela sofreu o ataque.
Corpo encontrado
O corpo de Vanessa Lara de Oliveira foi encontrado na tarde de 10 de fevereiro, um dia após o desaparecimento. Ela havia sido vista pela última vez no Sistema Nacional de Emprego (Sine) de Juatuba, onde prestava serviços para uma empresa terceirizada.
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Familiares informaram que a jovem, moradora de Pará de Minas, trabalhava na cidade vizinha para custear a faculdade de psicologia.
