Os corpos de Douglas Soares Quaresma, de 40 anos, e Rosangela Carlos Soares Chaves, de 63, são velados na manhã desta quinta-feira (20/8), no Cemitério e Crematório Bosque da Esperança, no Bairro Jaqueline, Região Norte de Belo Horizonte. Mãe e filho, moradores da capital mineira, morreram após uma passarela desabar sobre o veículo em que estavam na Rodovia Fernão Dias (BR-381), em Vargem, no interior de São Paulo. O carro passava pelo local exatamente no momento da queda da estrutura.
O sepultamento está previsto para as 14h desta quinta-feira. A prisão em flagrante do motorista do caminhão que atingiu a passarela foi convertida em preventiva nessa quarta-feira (19/8). Com a decisão, Deyvidson Temudo de Oliveira, de 42 anos, permanecerá preso enquanto o caso é investigado.
O motorista havia sido detido em flagrante depois do acidente, ocorrido na terça-feira (18/8), e levado para a cadeia pública de Piracaia após receber atendimento médico. A ocorrência foi registrada pela Polícia Civil como homicídio culposo e lesão corporal culposa na direção de veículo automotor.
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A decisão foi tomada durante audiência de custódia, conforme informou o Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP). O acidente aconteceu na altura do km 4,1 da Fernão Dias. Segundo as informações divulgadas sobre a ocorrência, o caminhão conduzido por Deyvidson transportava outro veículo sobre uma prancha quando atingiu a passarela. Com o impacto, a estrutura caiu sobre a pista e atingiu o carro em que estavam as vítimas, que morreram no local.
Uma terceira pessoa também ficou ferida na ocorrência. O motorista de outro caminhão que trafegava pela rodovia foi atingido pelos efeitos do desabamento e precisou ser retirado das ferragens.
Investigação continua
A conversão da prisão em flagrante para preventiva não encerra a investigação sobre as circunstâncias do acidente. As investigações continuam apurando como ocorreu a batida e as condições do veículo e da carga transportada no momento do impacto.
Deyvidson foi submetido ao teste do etilômetro, que apresentou resultado negativo para a presença de álcool. Ele também precisou receber atendimento médico depois do acidente, antes de ser encaminhado à unidade policial.
O caso foi registrado inicialmente como homicídio culposo – quando não há intenção de matar – e lesão corporal culposa na direção de veículo automotor. A análise das circunstâncias do acidente deverá esclarecer, entre outros pontos, as condições em que o caminhão circulava pela rodovia e o que levou à colisão com a estrutura.
Mãe e filho morreram no acidente
Rosângela e Douglas viajavam em um carro que seguia pela Fernão Dias quando foram atingidos pela estrutura da passarela. A morte dos dois foi confirmada após o desabamento.
Moradores de Belo Horizonte, mãe e filho tinham como destino o estado de São Paulo. Douglas trabalhava como representante comercial no setor óptico. Rosângela era cabeleireira.
Além das duas mortes, a ocorrência provocou a interdição da Fernão Dias nos dois sentidos e afetou o trânsito na região. Equipes da concessionária responsável pela rodovia, da Polícia Rodoviária Federal (PRF), do Corpo de Bombeiros e do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) participaram dos trabalhos de atendimento e remoção.
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A pista precisou ser liberada gradualmente após a retirada dos destroços. No sentido Belo Horizonte, o congestionamento chegou a 23 quilômetros durante os trabalhos de remoção. No sentido São Paulo, a circulação também foi afetada.
