O homem acusado de matar a esposa, Bruna Cristina Ferreira Crivellari Lopes, grávida, admitiu nesta quarta-feira (19/8) ter cometido o crime durante o julgamento no Tribunal do Júri de Belo Horizonte. Michael Douglas Lopes de Souza Crivellari é acusado de assassinar a mulher a facadas em 15 de abril de 2025, dentro da casa onde o casal morava, no Bairro Marçola, no Aglomerado da Serra, Região Centro-Sul da capital.
De acordo com a denúncia do Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), o crime ocorreu em um contexto de violência doméstica e familiar, e foi cometido com meio cruel e recurso que teria dificultado a defesa da vítima.
Seis testemunhas foram ouvidas durante a sessão. No interrogatório, Michael confirmou que desferiu as facadas contra Bruna, mas apresentou outra versão para o início da agressão. Conforme o relato feito em plenário, ele afirmou que os golpes ocorreram depois de a esposa lhe dar um tapa no rosto durante uma discussão. O réu também declarou que o filho que Bruna esperava não era dele.
A afirmação sobre a paternidade, no entanto, não aparece na denúncia como justificativa para o crime. A versão apresentada pelo réu nesta tarde será confrontada com os depoimentos das testemunhas, os elementos reunidos durante a investigação e os demais documentos que integram o processo. Ao fim da sessão, caberá aos jurados decidir sobre a responsabilidade penal do acusado.
Relembre o caso
Em 15 de abril de 2025, de acordo com as autoridades, Michael deferiu uma série de facadas na vítima, dentro de casa. O homem foi preso depois do assassinato e permanece detido. A investigação policial reuniu depoimentos, documentos e o laudo de necropsia que fundamentaram a denúncia apresentada pelo MPMG em 30 de abril do ano passado.
A acusação apresentada pelo MPMG, inclusive, sustenta que o homicídio foi motivado por uma discussão relacionada principalmente a questões financeiras e que o acusado decidiu matar a mulher após o desentendimento.
Para o órgão, a gravidez de Bruna, o contexto de violência doméstica, a forma como ela foi atacada e a intensidade das agressões devem ser considerados no julgamento.
A investigação apontou que Michael e Bruna mantinham um relacionamento havia aproximadamente um ano e tinham se casado em janeiro de 2025. Na época do assassinato, ela estava grávida.
A peça acusatória descreve que Bruna foi atingida inicialmente nas costas e, depois, na região do peito. O relatório de necropsia citado pelo Ministério Público aponta ferimentos em diferentes partes do corpo, incluindo regiões das costas, tórax, pescoço, nuca, braços e mão. Segundo o documento, as lesões provocadas pelas facadas foram responsáveis pela morte.
A promotoria enquadrou o caso como feminicídio cometido em contexto de violência doméstica e familiar. A denúncia também considera como agravante o fato de o crime ter ocorrido durante a gestação.
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