Vítima de acidente de ônibus no RJ diz que empresa ainda não prestou ajuda
Maria Luiza perdeu a filha de 7 anos e a irmã no acidente; moradores da Vila Acaba Mundo fizeram vaquinha e levaram familiares ao Rio
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Uma das sobreviventes do acidente com o ônibus que saiu de Belo Horizonte e tombou nesse domingo (16/8), na BR-040, no Rio de Janeiro, Maria Luiza Souza, de 27 anos, moradora da Vila Acaba Mundo, na Região Centro-Sul da capital, afirma que a empresa responsável pela viagem ainda não entrou em contato com ela após a tragédia. No acidente, ela perdeu a filha Lavinia Eduarda Souza Dias, de 7 anos, e a irmã, Priscilla de Souza Braz, de 33 anos.
Sem receber apoio da empresa, a família tem contado com a ajuda de moradores da comunidade, que se mobilizaram para acompanhar os sobreviventes, ajudar com hospedagem e organizar o deslocamento de familiares até o Rio de Janeiro.
“A empresa não me ligou, não procurou saber. Até agora eles não me falaram nada. Desde o acidente não me ligou, não falou nada”, afirmou.
Moradores da comunidade organizaram uma vaquinha para auxiliar nos custos da família e mobilizaram três carros para levar familiares de Minas Gerais ao Rio.
O ônibus havia saído de Belo Horizonte com destino a Copacabana e tombou por volta das 4h30, no km 91 da BR-040. O veículo transportava 56 pessoas. Dez morreram e outros 49 passageiros ficaram feridos.
Quatro moradores da Vila Acaba Mundo estão entre os mortos: Priscilla de Souza Braz, de 33 anos; Lavinia Eduarda Souza Dias, de 7; Jhennifer Ferreira Carvalho, de 33; e Luciana Ferreira Carvalho, de 53.
Família acompanha feridos
Maria Luiza permaneceu no Rio para acompanhar os filhos e outros familiares. Ícaro e a bebê receberam alta, enquanto Maia, de 4 anos, continuava em atendimento médico por causa de um ferimento no olho. Ângela, tia das crianças que também estava no ônibus, sofreu uma lesão na coluna.
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A Estrela Guia Turismo, responsável pela viagem, afirmou que está prestando assistência às famílias das vítimas e colabora com as investigações. Questionada sobre quais ações estão sendo tomadas, a empresa afirmou que está no hospital acompanhando as vítimas, mas não detalhou quais medidas de assistência estão sendo oferecidas aos familiares.