MG: prefeito acusado de assédio contra adolescente tem mandato mantido
Câmara Municipal de Itanhandu manteve mandato de prefeito acusado de assediar um menor de 16 anos. No TJMG, processo tramita em segredo de justiça; defesa nega acusações
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A Câmara Municipal de Itanhandu, no Sul de Minas, manteve o mandato do prefeito Paulo Henrique Pinto Monteiro (Podemos), após o político ser denunciado por assédio sexual contra um adolescente de 16 anos. A votação ocorreu na segunda-feira (17/8). No Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG), o processo tramita em segredo de justiça.
Foram cinco votos favoráveis à cassação e quatro contra. Mesmo com a maioria a favor, não foi alcançado quórum qualificado de dois terços dos vereadores, como manda o decreto para a perda de mandato.
A sessão que manteve o mandato de Paulo Henrique Pinto Monteiro foi convocada há 90 dias quando foi apresentada a denúncia feita pelo vereador Rivaldo de Freitas (PRD).
Freitas apontou condutas incompatíveis com o exercício do cargo público. A comissão foi presidida pelo vereador Vinícius Lamim da Fonseca (MDB). Mário Cardoso Júnior (Avante) foi o relator.
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Vereadores que votaram a favor da cassação:
Cléberson José Guimarães Gonçalves (Cleberson) – PSDB
Vinícius Lamim da Fonseca (Vinícius L Fonseca) – MDB
David da Silva Inácio (David Silva) – PSDB
Rivaldo de Freitas (Rivaldo Construtor) – PRD
Luiz Fernando da Fonseca (Luiz Fernando) – UNIÃO
Vereadores que votaram contra a cassação:
Pierri Caetano Ferreira (Pierri) – PSB
Ellison Filadelfo Lopes (Ellison Filadelfo) – PP
Mário Cardoso Júnior (Mário Cardoso) – AVANTE
Éder de Almeida Pinto Benício (Éder Almeida) – PODEMOS (Presidente)
Ao Estado de Minas, a defesa de Paulo Henrique Pinto Monteiro informou que "os 90 dias de investigação comprovaram o que está exposto desde o início do processo, como falhas processuais e falta de provas para imputar consequências político-administrativas ao prefeito".
A reportagem também entrou em contato com o Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG), que informou que o processo tramita em segredo de justiça. Segundo o TJMG, a orientação visa preservar as vítimas envolvidas no processo.
A Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) também foi contatada pela reportagem para dar detalhes sobre a denúncia inicial que gerou a investigação, mas não retornou à reportagem. O espaço segue aberto.
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* Estagiário sob a supervisão da subeditora Tetê Monteiro