Após a Defesa Civil interditar três imóveis e isolar a parte externa de outro em decorrência do risco de colapso das estruturas da fábrica da Suggar, no Bairro Pilar, na Região do Barreiro, em Belo Horizonte, a empresa informou que realizou o cadastro das pessoas afetadas para realizar a realocação. Os moradores do entorno tiveram que deixar os imóveis e se abrigar em residências de familiares.
Em nota enviada ao Estado de Minas, a Suggar Eletrodomésticos afirmou que realizou os cadastros e mantém contato direto com os moradores do entorno da unidade para prestar o suporte necessário.
"Conforme a orientação da Defesa Civil, a Suggar está em contato com os moradores em busca de uma locação provisória nos perfis que os atenda. Nos próximos dias, também serão disponibilizados atendimentos médico e psicológico aos moradores que necessitarem desse suporte. A Suggar aguarda a conclusão do trabalho da Defesa Civil para os próximos passos", comunicou.
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Entre as moradias interditadas, três estão situadas na Rua Professor Otílio Macedo e foram isoladas preventivamente, mesmo que não tenham sido afetados pelo incêndio. A motivação para essa ação foi o risco de que a estrutura das casas fosse afetada por um possível colapso na estrutura do galpão.
O quarto imóvel vistoriado fica na Rua Jerônimo Marcucci, onde foi determinado apenas o isolamento da área externa, devido à possibilidade de projeção de materiais da estrutura atingida.
O incêndio
Um incêndio atingiu parte da unidade industrial destinada à produção de lavadoras semiautomáticas, depuradores de ar, cooktops e fornos elétricos. Conforme a Suggar, todos os colaboradores que estavam no local foram evacuados em segurança e não houve vítimas ou feridos. A unidade opera há 47 anos no endereço, onde emprega cerca de 1.200 colaboradores. A área atingida pelo fogo é estimada em 4 mil metros quadrados.
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A corporação foi acionada por volta da 0h50 para combater as chamas. Quando as primeiras equipes chegaram, grande parte do galpão utilizado como depósito de materiais já estava tomada pelo fogo. A intensidade das chamas provocou o colapso total do telhado e de outras partes da estrutura.
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Dentro da fábrica, os bombeiros conseguiram impedir que as chamas chegassem a um galpão onde havia óleo armazenado. Segundo o tenente Henrique Barcellos, porta-voz da CBMMG, isso evitou que o incêndio ganhasse ainda mais intensidade. Apesar de as chamas estarem controladas, ainda existe risco estrutural na edificação. Rachaduras foram identificadas e há possibilidade de novos desabamentos.
