Kits robóticos, controles remotos, termômetros e oxímetros foram apenas algumas das produções de estudantes do Instituto Federal do Triângulo Mineiro (IFTM), que transformaram cigarros eletrônicos em novas tecnologias para moradores de Uberaba, no Triângulo Mineiro.

Os protótipos reaproveitaram componentes dos cigarros eletrônicos, também conhecidos como “vapes”, que seriam descartados, para criarem soluções voltadas à sustentabilidade e ao impacto social. 

O que motivou a iniciativa foi uma competição, a “Transformathon IFTM", que estabeleceu o prazo de 45 dias para as equipes desenvolverem produtos a partir de componentes de “vapes” apreendidos pela Receita Federal. As tecnologias também utilizam baterias que seriam descartadas.

Dois projetos desenvolvidos por estudantes do campus Uberaba foram destaque na competição. O primeiro lugar ficou com um projeto que substituiu pilhas por módulos de bateria retirados de vapes. A criatividade dos alunos não parou por aí: o segundo lugar ficou com o Assobio, dispositivo criado para auxiliar pessoas com dificuldades na fala.

O equipamento Assobio foi inspirado na história do amigo de um dos estudantes, que perdeu a fala e parte dos movimentos após um acidente. 

O projeto foi desenvolvido com componentes dos cigarros eletrônicos: sensores, piteiras e módulos de bateria. Os itens seriam descartados, mas passaram a integrar uma tecnologia assistiva capaz de transformar sopros e sucções em comandos digitais.

Segundo o Instituto Federal, todos os dispositivos utilizados foram apreendidos pela Receita Federal e reaproveitados pelos alunos no desenvolvimento de novas tecnologias, para fins educativos. 

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*Estagiária sob supervisão do subeditor Gabriel Felice

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