Uma ação de fiscalização rotineira na Central de Abastecimento de Minas Gerais (CeasaMinas), no Bairro Kennedy, em Contagem, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, terminou em confusão e agressão física na última quarta-feira (29/07).

Registros em vídeo divulgados por trabalhadores do local mostram o momento em que pelo menos três seguranças privados imobilizam um homem no chão. Em uma das gravações, o comerciante, já contido, aparece com o nariz sangrando. 

Durante a ação, pessoas que acompanhavam a cena demonstraram indignação, confrontaram a equipe de segurança e afirmaram que o homem seria um idoso. Um dos agentes retruca a pessoa que filmava: "Você está querendo tomar as dores, né?", ao que a testemunha responde que é trabalhador do local e tem o direito de gravar.

Em nota oficial, a administração da CeasaMinas informou que a abordagem ocorreu após um orientador de mercado, acompanhado por um segurança patrimonial, identificar a comercialização irregular de mercadorias. Ao comunicar a apreensão dos produtos — medida prevista pelo Regulamento de Mercado para coibir desvantagens aos produtores rurais cadastrados —, o comerciante teria rebatido com violência.

Segundo o estabelecimento, a pessoa abordada aplicou um golpe no orientador de mercado, fazendo com que ambos caíssem no chão. Na queda, o homem teria passado a estrangular o funcionário da CeasaMinas. Diante da agressividade da situação, o segurança precisou acionar reforços para conseguir conter o agressor.

A administração detalhou ainda que o sangramento no nariz do comerciante teria ocorrido no momento da queda durante o confronto.

A Polícia Militar de Minas Gerais foi acionada para o registro da ocorrência. Conforme informado pela CeasaMinas, o homem admitiu vender mercadorias de forma irregular dentro do estabelecimento e não ter cadastro para comercializar no local.

A CeasaMinas informou também que o homem contido tem 57 anos, esclarecendo que ele não é idoso (perfil considerado a partir dos 60 anos pela legislação brasileira), diferentemente do que afirmavam as testemunhas no vídeo.

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*Estagiário sob supervisão da subeditora Juliana Lima

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